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sábado, 6 de abril de 2013

Se Deus não existe, por que se preocupar tanto com ele?




Há muito tempo eu estava desanimado com “Por Zeus!”

Afinal, expressar meu ateísmo era um desabafo interessante para mim. Contudo, a internet já está cheia de conteúdo do gênero e uma luta estranha entre teístas e ateus se faz cansativa, depois de muito tempo, os mesmos assuntos, as mesmas brigas, etc

Eis que em uma leitura mensal da revista “Filosofia: Ciência e vida”, mais precisamente na matéria: “O ponto de deus” do PhD. João de Fernades Texeira foi abordado o conflito complexo entre teístas e ateus, e a seguinte questão foi tocada:

“Se, afinal de contas, Deus não existe, por que se preocupar tanto com ele?”

Uma resposta apropriada (E inteligente) de João de Fernandes :

“A motivação principal desses autores (Ateus) não é a religião em si, mas as suas conseqüências institucionais e sociais , sobretudo quando elas adquirem um obscurantismo fanático. Se houve épocas remotas nas quais  a religião teve papel social benéfico, isso durou muito pouco. Já faz tempos que a religião é ópio do povo (Marx), ilusão (Freud) ou até mesmo delírio (Dawkins)”.

De certa maneira isso me lembrou o propósito inicial desse blog: Promover a reflexão sobre tais temas, tentando ao máximo não ofender ninguém, buscando apenas melhorar os conceitos, obviamente, melhorar os meus próprios conceitos também...

Em tempos de gente fundamentalista/dogmática e intolerante assumindo a comissão de direitos humanos que deveria promover justamente a tolerância e ameaça direta ao estado laico... 

Sim, ameaça ao estado laico!

Por Zeus!  

Se o Estado não for mais "laico", as regras serão ditadas por qual deus? 
Odin?, Alá?, Zeus?, Vishinu?, Rá?, o Bíblico? 
Mas de qual interpretação? dos Testemunhas de Jeová? dos católicos? evangélicos? Judeus? Protestantes? Espíritas?
A idéia é tão estúpida que... que... que me deixa sem palavras...

Percebo que meu papel é pequeno, só mais uma vela acesa... Mas como li certa vez:

“É melhor acender uma vela do que praguejar contra a escuridão” (Adágio)

Todas as pequenas formas de expressão são válidas quando vista em um todo, pertenço a um movimento que não luta contra deus, mas contra abusos disfarçados...

Não quero converter ninguém ao ateísmo, você pode acreditar no que quiser (Se isso te faz uma pessoa melhor, siga em frente) Mas é de costume um teísta ter tanta fé em sua crença, que chega a ignorar o simples fato de que outros podem ter uma fé tão intensa quanto a dele, porém ,  em outra crença diferente ou não ter crença alguma... 

O argumento do “eu sinto” não tem sentido, afinal, quando você se pegar em alguma epifania religiosa, lembre-se que há pessoas tão convictas com seus dogmas que são capazes até de tirar a própria vida em nome de uma fé que VOCÊ não sente... 

E nesse contexto todo, temos que saber respeitar uns aos outros em nossa diversidade, saber que nossa liberdade não pode subjugar a liberdade do outro. 

Nos deparamos com questões  filosóficas, precisamente “éticas”, e somente por estas poderemos chegar a um consenso. Precisamos nos despir dos dogmas, a questão aqui é sempre promover a reflexão e quebrar a tendência da religião de unir as pessoas umas contras as outras...

Este texto vago de hoje, é apenas para anunciar que estamos de volta...



PS: Imagem que ilustra essa postagem: http://www.fainada.com.br/marido-ateu/ateu/

domingo, 15 de abril de 2012

Autonomia da mulher vs masoquismo existencial




Esses dias a “ateiada” (Eu me incluo) comemorou a decisão do STJ sobre a questão do aborto nos casos de Acefalia/Anencefalia.

A vitória do que seria um direito óbvio da mulher só gera mais e mais discussão então só para não deixar passar, Por Zeus! Também teria que ter uma pequena e breve reflexão sobre isso não é?
Comentamos sobre a polêmica do abordo em algumas postagens aqui em Por Zeus! Precisamente em: “E mais política e Religião” e na Postagem Coletiva em defesa do Estado Laico” .

E por fim zuei com o bispo que alegava que a mulher é estuprada porque no fundo ela “quer” em : “Mulher! Deus me enviou para você!”...

Contudo a questão da Acefalia/Anencefalia é um caso um pouco mais especial, uma situação trágica onde um feto é diagnosticado com acefalia significa que não haverá desenvolvimento do cérebro, isso não significa que a criança vai ter “problemas mentais”, mas sim que ira morrer pouco tempo depois do parto! Logo é a certeza de que a mulher vai gerar por nove meses um feto que irá na maioria das vezes "morrer" pouco tempo depois que ela dar a luz...

[Veja mais para entender a diferença de Acefalia e Anencefalia clicando aqui e aqui]

Por Zeus!

Você consegue mensurar esse tipo de dor? Você consegue imaginar o que é ser obrigado a gerar por nove meses uma criança que não irá "sobreviver"?

Eu sim, isso se chama “compaixão” (Sentir dor pelo outro, compartilhar do sofrimento).

Eu me lembro de que há alguns anos teve uma reportagem no Fantástico sobre mulheres que lutavam pelo direito do aborto em relação à Acefalia, na reportagem um padre aparecia e dizia que a mulher tinha que “suportar” aquela “aprovação” que deus colocava em sua vida...

Ora, para você que não vai passar por tal sofrimento é muito fácil dizer que ela “deveria” fazer isso não é mesmo? Não só o Padre, mas outras mulheres hipócritas que são mães e crucificam essa ideia, com certeza elas não param para pensar que na pura e simples situação de “e se fosse comigo?”

Meus caros, quando uma pessoa é diagnosticada com "morte cerebral", batimentos cardiancos ou outras funções que o corpo desenpenhe não fazem dela um ser vivo, ela infelizmente já está morta...

A gravidez é caracterizada por gerar a vida, no caso da Acefalia ou Anencefalia, estamos falando de dar a luz a uma criança morta, pense um pouco nisso... realmente vale promover esse sofrimento à mulher? à familia? em nome de uma moralidade deturpada que mais cheira a masoquismo existencial?

Felizmente, o estado laico prevaleceu sobre a idiocracia teológica. Eu já disse aqui, sou a favor da liberdade de escolha individual:

"...para que caia na alçada da consciência de cada um;

O que é tenebroso para os grupos religiosos;
Confiar no julgamento moral de seus fieis..."

quinta-feira, 22 de março de 2012

Chatice de ateu?






Nossa imagem que ilustra essa postagem, embora seja bem provocativa, tem muito a dizer sobre a breve reflexão que se segue, pois novamente ocorre o debate:

“Justiça determina a retirada dos crucifixos dos prédios da Justiça gaúcha”

[Veja a matéria na integra clicando aqui]

Aí o cidadão sem um mínimo de pensamento crítico vai dizer:

“lá vem esses ateus chatos com suas provocações!”

A questão aqui não é uma afronta propriamente atéia, a presença de símbolos religiosos como, por exemplo, o crucifixo em ambientes que representem o governo, não é necessariamente uma afronta à pessoa enquanto ateu, mas um desrespeito também ao judeu que não crê em Jesus como o Messias, ao evangélico/Testemunha de Jeová que entende que imagem é idolatria (Pecado e erro) e a todo e qualquer “cidadão” que tenha uma “fé” diferente da cristã...

Por Zeus!

O “Estado” somos todos nós e todos nós não compartilhamos da mesma fé...

Recentemente, em uma conversa na internet, um colega se mostrou muito revoltado com as provocações dos ateístas e de fato, eu entendi muito bem a postura dele nesse sentido. Não concordo com muitas postagens do “ateísmo militante” por achar também que “pegar pesado” não é uma atitude bacana em relação à fé das pessoas.
[Sei também que muitas vezes eu mesmo posso ter passado dos limites, principalmente por ser irônico e sarcástico. Então aproveito o momento para pedir sinceras desculpas por esses momentos exaltados, mas devo lembrar que esse blog é oficialmente um espaço ateu, se você não aceita discutir os dogmas não deveria estar aqui, pois justamente a proposta é promover a reflexão sobre essa temática tão polêmica que é a religião].

Acho que há um nível de “bom senso” que deve guiar as atitudes políticas, e esse “bom senso” não deve ser baseado em uma fé em específico justamente por “todos” não terem a mesma fé.
[Sabia que existe um movimento para a retirada do " Deus seja louvado" no real? (Moeda/dinheiro)]

O que deve prevalecer em suma, pode sim ser o respeito à crença das pessoas, mas jamais a exaltação de uma como a “maior”, ou simplesmente a mais aceita, mesmo porque, atualmente o catolicismo (Principal difusor dessas imagens) não detém prioridade em um país tão caracterizado pela diversidade religiosa quanto o Brasil...

E se você concorda com o argumento de que a maioria é cristão e por isso não tem nada a ver essa situação, está na hora de fazermos um novo senso sobre religião no Brasil para somar todas as vertentes contrárias aos "símbolos" e ver quem realmente é a maioria ... Dado ao crescente movimento evangélico e até mesmo os "sem religião", acho que esse argumento cai por terra...

PS: A bandeira do estado laico tem sido levantada frequentemente aqui em "Por Zeus!". Veja as postagens anteriores sobre isso clicando aqui.

PS2 : Veja mais sobre “Religiões no Brasil” no Wikipédia (Embora o senso seja de 2000 e em 12 anos muita coisa mudou por aqui...)


terça-feira, 13 de março de 2012

Mulher! Deus me enviou para você!”




Essa foi a piada de Jay Leno no programa The Tonight Show , quando comentou sobre um site religioso que promete arrumar o seu parceiro “escolhido por deus”, ele pediu que imaginássemos a cena do cara escolhido pelo site chegando perto da companheira ideal e dizendo isso:

“Mulher! deus me enviou para você!”

Não soa meio estranho?

Achei que seria um gancho bem bacana para uma postagem nesse período (Comemoramos o dia das mulheres a pouco rs).

Por sinal, no “mês” das mulheres do ano passado eu fiz uma pequena homenagem a estas com a postagem “A culpa é da mulher?” Onde brinquei com a visão religiosa e mítica que geralmente a coloca como um ser inferior ao homem e tenta associa-la a origem do “mal” rs

Mas infelizmente a temática não é bacana e não dá margem para ser engraçada, na verdade, minha revolta explode em palavrões dentro da minha boca e me seguro para não transcrever para esse post...

Por que?

Esse ano não teria muito que dizer sobre até que li uma noticia triste enviada pela minha amiga Cristiane que já deu as caras por aqui, trata-se do seguinte:


[Clique no texto acima para ver a matéria completa]

Segundo ele:

“Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil”.

Por Zeus!

O que dizer disso?

Vamos contar até dez e respirar profundamente, o vô aí tem tenho 52 anos e deve estar tendo alguns devaneios não é? (O triste que esse individuo é formador de opinião) e para variar está usando argumentos tipicamente esdrúxulos para defender sua posição, ou melhor, da igreja em relação ao aborto.

No Brasil o em caso de estupro o abordo é permitido, e nosso coleguinha aí está batendo na tecla de que isso pode ser uma desculpa da mulher para poder abortar... Claro que isso pode até acontecer, mas o modo como o bispo está falando isso tem alguma coerência?

Francamente, o Rafinha Bastos foi processado por uma piada que é tão imbecil e idiota quanto o argumento levantado pelo Bispo! Mas eu duvido muito que aconteça o mesmo com ele. Porque quando entramos no terreno da religiosidade temos que ser “ponderados” não é mesmo?

Não!

Não podemos nos calar quando coisas tão estúpidas são promovidas em nome da religiosidade, é dever inclusive de quem crê pedir que esse tipo de situação seja retratada para que o “filme” da igreja que já anda tão queimado não fique pior ainda...

PS: Reveja a questão do aborto aqui em Por Zeus! na postagem "E mais Política e Religião..." (Clique aqui)

PS 2 : Essa foi sem duvida a postagem que eu mais me segurei para não falar nenhum palavrão...

Imagem de exibição retirada do site : http://omitindocidadania.blogspot.com/

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Existem vários sentidos para a vida. Ter algum deus não é essencial...





No século XVIII, um camarada chamado
Soren kierkegaard escrevia na historia da Filosofia sua contribuição quase como se estivesse abrindo as portas para o “existencialismo”.

O simpático Kierkegaard escreveu muita coisa, mas uma ideia em especial me chamou atenção...
Kierkegaard praticamente “rotulou” o ser humano de maneira muito interessante em três “estágios da vida”, segundo ele, o homem diante da angústia (vertigem da liberdade/ existência etc) acaba adotando uma postura para superar o grande problema do “sentido da vida”. Eles fazem sentido, mas são bem questionáveis e veremos:

Resumindo de maneira (muito) grosseira, ele dizia que um sujeito poderia viver uma vida “Estética”, focando os prazeres, a busca máxima da satisfação pessoal, etc. Estágio da vida que ele representou através do famoso “Dom Juan”. Afinal, você não sabe o que vai acontecer amanhã, então aproveite ao máximo o presente! Certo? Bem, este sujeito é um “desesperado” que busca se ludibriar, basicamente um alcoólatra existencial rs

O que me lembra um aforismo meu:


Se para ti, a vida é só "curtição", ignore-me;

Sou demasiadamente humano...


Em referência a máxima de Heráclito:


"...caso a felicidade consistisse nos prazeres ... nomear “bois felizes” ao encontrar ervilhas para comer"


Já na vida Ética, o sujeito surge com idéias e concepções mais maduras, resolvendo criar valores mais “sérios” ou simplesmente “significativos” para sua existência, daí a representação dessa postura como o “Bom marido”. Contudo, Este sujeito não supera completamente sua “angustia existêncial”, apenas sobrepuja pequenas questões ao ter objetivos mais “nobres”;


Eis que temos a resposta para o “sentido ultimo da existência”! No estágio religioso, o homem se colocaria acima da materialidade e até da ética! Superando toda a angústia da vida... Somente com deus você terá paz de espírito, respostas, sentido, realização etc...

Aí temos um probleminha não é?
[Na verdade um problemão, aqui nasce a base para o Fundamentalismo...]

Que muita gente acha que deus é o sentido da vida tudo bem, mas achar que sem ele é impossível alguém ser feliz, realizado etc. É um pouco de ignorância;

Ignorância vem de “ignorar”, nesse caso tem tudo a ver! A pessoa ignora o fato simples de que nem todos necessitam de um deus para suas vidas terem sentido, para serem felizes, para serem boas pessoas, virtuosas etc.

Já comentamos sobre isso aqui em postagens sobre a questão do laicismo e na postagem “Se deus não existe tudo é possível!”

Minha perspectiva é até simples: Por exemplo, se existiu alguma evolução moral na humanidade, ela não aconteceu por seguirmos a bíblia, na verdade, pelos questionamentos de seus dogmas. A promoção da tolerância e do respeito à diversidade não é uma característica religiosa...

Mas voltando ao assunto inicial. Sou ateu, o sentido da vida para mim, é basicamente o fato de que essa vida é uma experiência única e insubstituível, devendo ser valorizada em todas as suas esferas, busca por mais conhecimento, promoção da afetividade, do respeito etc.
[O meu “valorizar” a vida não é como muitos que vivem no estágio “estético” mencionado por Kierkegaard, que para mim se assemelha a uma vida animal e não propriamente humana. Acho que se eu fosse “enquadrado” em um desses estágios, com certeza seria o da vida ética. Felizmente, tudo é bem mais complexo para isso ser possível...]

A partir do momento que encarei tudo como único, tudo fez mais sentido para mim, apostar em redenções, outras vidas, lugares melhores etc, é um lance arriscado demais quando a gente percebe que não há certezas absolutas, principalmente se tratando de deus e do sentido de nossa existência...

Por Zeus!

Não espero recompensas por buscar ser uma boa pessoa, estar bem comigo mesmo, com minha consciência é o suficiente...


Não espero encontrar as pessoas que amo em outra vida, então eu tenho que amá-las o máximo possível nessa vida...

Todos nós somos únicos, mas não passamos de poeira estelar...

“Todos nós estamos caminhando para o abismo da inexistência...
Mas isso não é o triste;

O triste é que as pessoas ao invés de serem solidárias umas com as outras nesse destino trágico, preferem se destruir e magoar mutuamente...

Desperdiçando a única chance que tem de fazer isso aqui valer a pena...”


(Reflexão do meu natalício 01/08/2011)

Grande abraço.



PS : Devo aproveitar o momento para falar sobre a questão do “d”eus e não Deus. Muita gente acha que é propositalmente uma ofensa de minha parte, mas não é simples assim, quando umas pessoas falam em Deus com maiúscula seria basicamente a aposta do “verdadeiro deus”, normalmente usamos aqui a minúscula por que me refiro a ideia genérica de deus/divindade... Ah! Além do mais, eu não acho que tenha um verdadeiro deus para ser escrito com a letra maiúscula...

PS 2:

"...Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,

Sem dúvida que viria falar comigo

E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me,
Aqui estou!..."


(Há metafísica bastante em não pensar em nada. "O guardador de rebanhos", Alberto Caeiro ou simplesmente "tio" Pessoa.)

domingo, 30 de outubro de 2011

Por que condenar o cara que acredita em Jesus ET?




O Agora é tarde do Danilo Gentili é um dos meus programas favoritos!

Essa semana teve uma entrevista com o autor Leo Mark que defende em seu livro uma origem extraterrestre para Jesus... (Veja a repercussão disso em uma pagina gospel clicando aqui)

Na verdade isso não é novidade, o escritor Erich von Däniken defende algo parecido no livro “Eram os Deuses Astronautas?”.

Em 2003, Dom Fernando Pugliese, bispo da Igreja Católica Apostólica Brasileira se rebelou contra o “complô” que tenta mascarar a origem extraterrestre de Cristo... Sério!
[Nunca ouviu falar em uma seita religiosa americana que prega isso como dogma? Mas tem! Na época da Ovelha Dolly eles falaram que estavam fazendo o primeiro clone humano rs]

Segundo o Erich Von Daniken :

"Milhares de anos atrás, quando nossos antepassados eram da idade da pedra, alguns extraterrestres visitaram a Terra."

O que explicaria monumentos como as pirâmides do Egito!

"Os extraterrestres difundiram a sabedoria para construí-los e talvez a tecnologia para viabiliza-los."

[Quero ler esse livro nas férias e depois vou postar aqui como comentário com minhas impressões rs]

Veja mais sobre isso aqui no CUB : Centro de ufologia brasileiro.
(Por sinal, de onde retirei nossa imagem de hoje)

O que me chamou atenção foi que uma das teses seria de que o “Santo Sudário” é a “prova” de que Jesus teve contato com ETs diz Mark:

“Cientistas do mundo inteiro tentam saber de onde surgiu aquela imagem do sudário”, disse o autor que é ateu.

Bem, Esse “Santo Sudário” é mesmo polêmico. Na verdade, não sei por que nunca comentei sobre ele aqui, então vamos lá:

O dito cujo é aquele pedaço de pano (Ok! Peça de “linho” rs) com uns borrões discretos de sangue que formam a imagem semelhante ao do “cristo” passado para nós. Muitos acreditam que esse tecido tenha sido usado para cobrir o corpo de Jesus após sua morte e uma relíquia desse porte não passaria despercebida.

Com muito custo a igreja liberou a peça em 1977 para algumas análises científicas, mas não ao exame definitivo que seria o tal “Carbono-14”.
[A datação por carbono-14 apresenta uma margem de erro de 0,4% para materiais com até 10000 anos de idade! Clique aqui para saber mais]

Somente em 1988 o carbono-14 foi usado para descobrir a idade da peça, o resultado? Os três laboratórios que fizeram o exame chagaram a conclusão de que o tecido foi feito na época medieval (Precisamente por volta de 1260/1390). O que faz um tremendo sentido, já comentamos aqui em Por Zeus! Sobre a época medieval, onde indulgências eram comuns, itens sagrados eram vendidos pela igreja, regras novas eram “criadas” como a questão do “purgatório” por exemplo etc.

Acabou não é?

Claro que não!

Várias teorias foram levantadas para desclassificar o resultado do Carbono-14 de modo a resgatar a “sacralidade” da peça. (Veja clicando aqui)

Bem, tudo isso cai naquele velho papo:

“Você não pode provar que meu amigo invisível não existe!”

Então tá, vamos voltar para “a origem extraterrestre de Jesus”;

Se você ficou horrorizado com Mark saiba eu ele não é muito original, esse papo já existe há muito tempo, tanto que alguns quadros antigos da época medieval, por exemplo, tem misteriosos “objetos voadores não identificados” no meio de pinturas sagradas, que deram margem para muita gente achar que aquilo já era uma mensagem “diferente”.

Achar que eles (ETs) estão por trás de tantos eventos misteriosos no mundo não deixa de ser uma possibilidade...

Por Zeus!

Cientificamente falando, existe uma possibilidade infinita de haver vida em outros planetas. O que é mais plausível do que tentar provar isso com base na bíblia que por si só é extremamente questionável...

Antes de crucificar o Leo Mark pense no que faz mais sentido...

Por mim, não é acreditar em jardins mágicos com serpentes falantes...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Qual é a do sincretismo se há intolerância religiosa?




Sabem, eu estava pensando, Qual é a do sincretismo no Brasil?

Bem, vamos por partes: Sincretismo é uma fusão de doutrinas de diversas origens, normalmente se tratando das crenças religiosas.

A origem do termo é bem bacana, Para variar do grego e segundo o Wikipédia:

“A origem se deve provavelmente a Plutarco no capítulo "Amor Fraternal" no seu "Moralidades", onde comenta que os cretenses esqueciam as diferenças internas a fim por exemplo de se unir a combater um mal maior. Então sincretismo é agir como os cretenses agiam, unir coisas dispares apesar das diferenças a favor do que é semelhante (cretenses eram antes das diferenças cretenses).”

Para conseguir arrebanhar mais ovelhas, a igreja no passado teve a sacada do sincretismo, afinal, os nórdicos eram bem enraizados com seus mitos, então não custava fazer “pequenas adaptações” de modo a convencê-los de que o cristianismo era a melhor religião.

[Afinal se eu acredito que tudo foi criado por um grande deus de macarrão, uma religião que chegar até mim falando que prega um deus de macarrão talharim terá mais chance de me ganhar do que uma que fale em um deus de queijo rs]

Mas enfim, deixando o sincretismo histórico, vamos falar do sincretismo no Brasil, em uma postagem anterior eu comentei sobre a Intolerância religiosa, onde caçoei do fato de um católico que vai a missa no domingo e no almoço vai discutir o que teria sido em outra vida. Piada zuando o fato de que se você é católico, não poderia defender a tese de reencarnações, mas no Brasil as pessoas ignoram essas “peculiaridades”, moldando a religião conforme lhe é mais “cômodo”.
(Leia clicando aqui, ou entenda a piada clicando aqui)

O mais chocante dessa situação, é que o povo consegue ser tão besta fechando os olhos para esse sincretismo na nossa cultura e ainda sim ser intolerante em relação à outra religião!

Notem que nossa cultura (Brasileira) é um misto de tanta coisa que é bizarro que haja qualquer tipo de preconceito entre nós até mesmo o religioso.
[Só que muitos preconceitos vão ter base religiosa, como por exemplo a homosexualidade]

Mas vocês com certeza já ouviram um católico caçoar de um evangélico ou vice-versa...

Eu por exemplo certa vez ouvi um católico dizer:

“Para eles (crentes) Jesus não teve mãe”

Exaltando a tendência (Ainda atual) da igreja católica de enfatizar Maria como se isso fizesse de sua crença "melhor" ou mais válida do que a do colega evangélico. [Por sinal, ouvi dizer que tev um movimento na igreja que queria equivaler sua santidade (Maria) à de Jesus! Mas isso eu não investiguei rs]

Espíritas costumam ser os mais moderados, afinal, é bem difícil conciliar suas teses com textos bíblicos que condenam suas práticas em várias passagens, mas ainda sim, existe um espiritismo cristão em oposição ao umbandista por exemplo.
[Leia a postagem sobre Espiritismo clicando aqui]

Enfim, a maioria das pessoas não tem 100% de sua religião ativa no padrão de suas vidas, mas quando são questionados vão assumir uma religião cujos preceitos talvez nem entendam direito, mas ainda sim, muitos se sentem no direito de condenar o colega da outra religião.

O sincretismo ganha vida quando um indivíduo percebe que não tem cabimento seguir sua religião 100%, aí ele passa a “pecar” seguindo uma margem de erro.

Por Zeus!

E se o povo misteriosamente não respeita a religião alheia, o que dirá em relação a uma pessoa que se assuma como ateu?

Bem há pouco tempo um cara que eu sou muito simpatizante, Nando Reis declarou ser ateu e foi bombardeado por críticas como:

Em breve, Deus tirará a voz dele e ele vai viver de que? Esse é o cara mais idiota que já presenciei.

Sentiram o drama? O religioso costuma se ver como o “bom e justo” protegido por seu deus, na prática não age de forma tão bondosa muito menos justa.

O pastor Michael Stahl, da Flórida (EUA) chegou a sugerir um cadastro de ateus (veja clicando aqui) pois compara os ateus aos criminosos sexuais, terroristas, radicais islâmicos, etc. que são cadastrados pelos órgãos de segurança.

(Risos)

Ou seja, Ser ateu então é quase como ser um “X-men”! (Piada Nerd)
Qual o nosso poder perigoso?
Promover a razão e a reflexão sobre as crenças e dogmas...

Afinal, se você tem o direito de dizer que acredita em qualquer religião, eu tenho direito de não crer em nenhuma...



De boa, Deveríamos resgatar então o sentido do “sincretismo” original (grego), mas parece que "religiosamente" falando é bem improvável...



Abraço.