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segunda-feira, 25 de julho de 2011

“Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cachorro”




Religiosamente qual o papel dos animais no mundo?

A "nossa bíblia" não é muito clara com quem veio primeiro. Em Gênesis uma hora diz que depois do homem deus criou os animais e em outra parte fala o contrário, mas independente de quem veio primeiro teria o homem algum direito de maltratar outra forma de vida que não fosse humana?

[Onde está isso na bíblia? Bem, como sempre devo enfatizar: Leia você mesmo! O gêneses inteiro é ótimo, embora eu insista que Deuteronômio e Levíticos sejam mais... engraçados rs]

Rituais onde há sacrifícios de animais (e humanos) são bem comuns nas várias culturas antigas, na bíblia hebraica, Deus ordena que os israelitas ofereçam sacrifícios de animais no santuário. Mas quando os israelitas chegaram na terra de Canaã, “ordenou-se” que todos os sacrifícios terminassem, menos os que aconteciam no templo de Jerusalém, tais sacrifícios eram vistos como sinal de sua aliança com povo de Israel.

Mas também era feito para que deus perdoasse os pecados, punindo o animal no lugar do pecador... o que convenhamos é uma tremenda besteira para um ser tão onisciente e "bondoso" quanto deus.

[Saiba mais sobre sacrifícios clicando aqui ]

Contudo, com o sacrifício de Jesus na cruz, entende-se que os pactos de sangue foram enfim cancelados, pois a ponte até deus seria por cristo não necessitando mais o derramamento de sangue dos animais (e humanos se bobiar) então “nossa cultura cristã” ganha uns pontinhos aqui ao frear tal ato idiota...

Então isso é coisa do passado? De homens primitivos e ignorantes?

Pois bem, em 2009 um ritual no templo hindu de Bariyapur em nome a uma deusa... Gadhimai foram sacrificados 250 mil animais! O sacerdote Chandan Dev Chaudhary, disse aos devotos que para terem seus pedidos atendidos era necessário esses sacrifícios e em nome da fé e a barbárie foi cometida. (Veja clicando aqui)

Isso é coisa desses “países” com religiões estranhas?

Pois bem, ano passado, aqui no Brasil, precisamente em Guaíba, cidade gaúcha que fica a 32 km de Porto Alegre, uma cadela foi mutilada durante ritual de magia negra. (Veja clicando aqui)

O sacrifício de animais em nome de “ritus” culturais na prática muitas vezes cruel não é algo que pareça humano (no sentido “bonzinho” que a expressão carrega), mas aí entramos em uma questão polêmica, a “cultura”...
[Por exemplo, as touradas, foram proibidas, mas muita gente entende que é uma expressão cultural que deve ser mantida... (Veja clicando aqui)]

Para você ter uma ideia de como que essa questão de cultura e matanças de animais é polêmica, a cozinha chinesa pode levar à extinção, nada mais nada menos, que trinta espécies de tubarão! (veja clicando aqui)

Já aqui no Brasil, "Macumbas" e afins com sacrificios de animais são de um espiritismo misto de cultura africana com cristianismo e "espiritismo", aquele espiritismo "mais sério" de
Allan Kardec prega certas regrinhas:

O sacrifício de animais para acabar com o sofrimento de uma doença incurável ou para controle populacional é certo? Como o Espiritismo vê esta questão?

O sacrifício de animais é visto com naturalidade pela Doutrina Espírita, tendo em vista a natureza evolutiva do nosso planeta que abriga seres que ainda necessitam sacrificar animais para satisfazer suas necessidades básicas de nutrição, por exemplo. Tendo o sacrifício dos animais um fim útil, não sendo para satisfazer desejos insanos (como, por exemplo, as brigas de galo, os clubes de caça etc.), não pode se configurar em delito. Certamente que o julgamento da necessidade ou não do ato deve ser baseado nas leis vigentes estabelecidas, caso contrário o mundo entraria em colapso por desequilíbrio do ecossistema.

(Clique no texto acima para saber mais da perspectiva espirita sobre os animais rs)

Por Zeus!


Não entrando nesse assunto propriamente dito, das questões culturais mas focando a religião em si;
[Sei que eligião é cultura mas você entendeu o que eu quiz dizer ...espero ¬¬]

O sacrifício de animais me parece até mais besta, pois achar que matando uma galinha aquele seu “inimigo” vai “sofrer”, ou que degolando um sapo vai trazer o “amor” da sua vida de volta, me parece tão idiota/imbecil /retardado/etc, quanto deixar meia na lareira para o "Papai Noel" encher de doces para você...


Mas tem gente que acredita nisso...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Curas mágicas? A vida não é um RPG!




Em um dos carnavais antigos, eu exagerei...


Após muita bebedeira eu cheguei a um estágio lamentável que parecia mais a beira da morte, minha mãe então fez um chá de boldo e cá estou eu, vivo, para beber novamente...

E o que isso tem a ver com “Por Zeus!”?
Muita coisa, simplesmente a linha tênue entre saber científico e o senso-comum ou “saber popular”.

Esse traumático carnaval me fez perceber que muitos conhecimentos que às vezes são tidos como "mágicos" na verdade possuem uma explicação racional embora o seu usuário desconheça. Minha mãe não tem nenhuma noção de botânica, química etc., mas aprendeu que aquele chá podia me ajudar...

Embora se diga que a ignorância pode ser uma dádiva, eu obviamente teria que discordar, pois em todos os casos ela pode ser muito perigosa, principalmente no que diz respeito à pseudo-práticas medicas...

Li na revista de história da biblioteca nacional (Ano 5 /nº 56 /Maio de 2010) algumas matérias interessantes: sobre: feitiçaria diabólica, curas mágicas e padres mandingueiros.

Os primeiros médicos no Brasil travavam uma luta para separar do saber popular, a prática medica do curandeirismo, daí uma aliança com a igreja católica que se ocupou em definir o que era certo ou errado, ou seja, uma coisa era o tal saber apreendido nas universidades européias e outra o oficio dos curandeiros.

Contudo, demorou muito para que o povo aceitasse os saberes científicos, mesmo com leis que passassem a criminalizar a “turma mística”, o povão não tinha recursos para usufruir de remédios e curas verdadeiras, restava contar com a “dona-maria-da-casa-de-chá”.

Mas com o tempo não teve jeito, o saber científico foi ganhando cada vez mais terreno e o curandeirismo foi finalmente associado a charlatanismo e fraude.

E como dia 20 é o tal dia do amigo, de quebra faço duas coisas, mostrar que ateu é gente boa e tem amigos também (Tenho que zuar isso) e chamo uma grande amiga de idéias para compartilhar essa postagem...

A Cristiane é "Farmacêutica especialista em Fitoterapia e em eterno aprendizado" rs

Então podemos fazer algumas perguntas e ter respostas mais lógicas sobre esse assunto de curandeirismo e simpatias:

1- Ainda hoje, após tantos avanços ainda há muita gente que acredita
em curandeirismos. Teve uma reportagem que eu perdi que falava de uma
mulher que morreu confiando no tratamento de um padre e no final das
contas um imbecil qualquer pode dizer que foi por falta de fé dela, o
que acha dessas questões?

R - Esses casos não são incomuns, senão se aplica chás e outras misturas pela cura pela fé, usa - se para fins "místicos" (macumbas, simpatias etc) e ainda para alucinações (ver fantasmas, seres misiticos falantes), mas não acredito que somente as crendices movam essas crenças, mas sim por soluções rápidas, fáceis e sem esforço ou por temores de cunho emocional. Todo tipo de crença sempre é a busca disto. O curanderismo tal como religiões e pseudo ciências são apenas formas simples sem explicações e usando o conhecimento "de quem aplica) dando resultado facilitando ainda mais, tendo em vista que as pessoas não optam por lerem artigos científicos e livros didáticos ou mais objetivos. Normalmente torna - se atrativo as pessoas usarem o tema nas medicinas naturais como "poder" " Cura" etc;

2- Dentro da própria medicina, há certa desconfiança com tratamentos
totalmente naturais me falha a memória dos termos, como está essa
situação hoje em dia?

R - o Termo aplicado é Fitoterapia, mas o termo depende da origem do ativo que ainda pode ser mineral, animal e sintética. E ainda pela termologia podemos determinar o foco da terapia. Antropologicamente nossa necessidade de sobrevivência através da saúde tanto na prevenção quanto na cura, observamos, relatamos e descrevemos todos os "produtos" ofertados naturalmente para os acometimentos da espécie. Esses relatos nos guiam até hoje, por uma simples razão.

Quando você relatou do boldo e do conhecimento empírico você pegou um conhecimento que passou de povo para povo através da aplicação e satisfação. E de fato muitas vezes a aplicação dá certo. Nossa tecnologia afastou dos ativos naturais, porém eles sempre foram o objeto de estudo, nunca sairam de pauta, porque todos os nossos medicamentos de "farmácia" , alopáticos, surgiram de matéria prima pré existente. O que acontece, é que descobriu a forma de sintetizar ou seja imitar com menos trabalho.

Voltando ao foco da questão, a fitoterapia causa descrença em pessoas com pouco conhecimento devidos a relatos históricos e mau uso. Em primeiro lugar a fitoterapia é um tipo de tratamento medicinal com embasamento científico. Segundo existe uma diferença enorme entre o uso de chás medicinais e certos preparos caseiros com MEDICAMENTOS. Os medicamentos fitoterápicos em grande parte tem estudos científicos, suas drogas isoladas ou relatos de uso cadastrados por profissionais, o que qualificam por uso tradicional eficiente.

E por fim existe uma gama de medicamentos semi sintéticos prescritos com frequencia como Escopolamina, Galantamina que são alcalóides isolados e atenuados com algum sal de bromo. Glicosídeos cardiotônicos, flavonoides, efedrinas e pseudo efedrinas etc etc. Então sobre a situação atual da fitotarepia é cada vez mais estudada. Ainda posso ser enfática no que mais estudo que são fitofármacos ( substâncias isolada com ação medicinal comprovada de origem vegetal) atuantes em danos hepáticos que se obtém resultados satisfatórios com relação a hepatoregeneração e hepatoproteção e nenhum medicamento sintético com toda tecnologia consegue trazer atividades benféficas ao fígado. Felizmente hoje se valoriza mais do que a 30 anos atrás.


3- Que tal um exemplo de suposta “magia” que na verdade tem toda uma
explicação racional para dar funcionar?


R - Vou ser sucinta;

Arruda - usada para tirar espiritos que enquetam as crianças através do benzimento. Fato a arruda produz óleos essenciais que atuam no sistema nervoso, no sistema límbico para ser preciso com ansiolíticos (calmantes) . Isso porque os óleos essenciais são voltáteis.

Alecrim, usado em locais que abrigavam pacientes, queimados como insensos , liberavam substâncias que eliminavam do ar agentes patogênicos; Nos hospitais franceses foram usados até pouco mais de 30 anos. Não eram espirítos do mal, apenas má higienização.

Mandrágora é uma planta que de fato é uma das melhores para poder exemplificar o termo farmaco que significa medicamento e veneno. É rica em alcalóides tropânicos que podem devido a seu fitocomplexo (várias substâncias produzidas em conjunto ou épocas diferentes) produzirem efeitos as vezes até antagônicos. Comum pelos efeitos alucinógenos oque explica muitas visões.

[Bem, mandrágoras são perigosas... principalmente em "Castlevania" (Piada nerd rs)]

Existem também fungos que afetam produtos que promovem efeitos assim, como o centeio que é potencialmente tóxico usados como bruxaria.

Outro ponto é o valor nutricional dos chás e "poções" e usos culinários com atividades nutracêuticas.

4- Muitas vezes o curandeirismo não está vinculado à religião, mas a
religião colabora de alguma maneira para as pessoas abandonarem
tratamentos médicos e contar com pura fé, o que também não deixa de
ser irracional. Para os nossos leitores que conselho você daria em
relação a religião e saúde física?

R - a religião é algo que sempre foi associado. Isso porque em tempos mais remotos a descoberta, as aplicações e efeitos e a falta de recursos de pesquisa e tecnológicos acabaram explicadas em forma de religião. Para as pessoas eu recomendo a leitura! Sempre busquem explicações profissionais capacitados, com vida não se brinca. Se a pessoa em questão opta por fé pense pela lógica.

As pessoas que estão lá horas estudando , pesquisando, podem ser instrumento de deus pregando não palavras, mas usando o livre arbítrio para promover os cuidados e a cura e não a palavra.

Cada um no seu ofício; Busquem orientações profissionais para qualquer tratamento, não se auto mediquem, não peçam conselhos para familiares e amigos sem capacitação profissional e revistas e livros com conteúdo superficial. Leiam bulas e tirem dúvidas com os profissionais capacidados. Procurem médicos, farmacêuticos, nutricionistas.


Aêee ... Obrigado;

A "Cris" tem um site com a prospota de sanar dúvidas e orientação sobre esses assuntos, de uma boa alimentação a não cair em papos pseudo-cientificos, vale a pena conferir clicando aqui.


Acho que se pode finalizar essa postagem comentado que mesmo que você tenha muita fé, deus fala "faça sua parte que eu faço a minha" (Ou algo assim rs). Então se tratando principalmente de saúde, não vale ficar contando com milagres ou orações, tem que se cuidar mesmo!

Abraço!

sábado, 2 de julho de 2011

Três anos exclamando: Por Zeus!







"Por Zeus! Exclamava Sócrates entre seus conterrâneos. Mas o filósofo com certeza não acreditava nas divindades do panteão grego e suas existências antropomórficas.”

Foi assim que iniciei este humilde blog ateu no dia 18/06/2009. Na verdade um tempo antes eu já havia tentado escrever sobre minhas frustrações como ateu diante de uma sociedade religiosa/hipócrita, mas simplesmente desisti porque isso cansa, as mesmas discussões sobre religião e deus etc.

Até que resolvi voltar com a ideia porque esse blog tenta abordar temas sem sentido que são enfiados goela abaixo pelo senso comum, sempre em uma perspectiva religiosa, abordamos muitas temáticas diferentes, do casamento gay à falta de noção de gente que se diz religiosa, mas não entende nada da própria fé.

Conheci muita gente atéia “inteligente” nesse meio tempo, três anos de postagens. Afinal, dentro do próprio ateísmo temos muita gente idiota que mais levanta a bandeira simplesmente para aparecer queimando muito o filme da gente rs.
[Dessas pessoas inteligentes e bacanas, devo ressaltar uma moça bem mais animada que eu, a Lisiane Pohlmann que vive postando material interessante no twitter]

E por que não dizer que encontrei gente religiosa “inteligente” também? Sim, a maioria dos seguidores desse blog não são ateus, mas são pessoas de mente aberta para reflexão e discussão dos temas, maturidade intelectual rara hoje em dia.
[Você que vem aqui e ainda não clicou em “seguir”, de uma força aí ou! (Um monte de gente vem falar das postagens, que lê e tal, mas não “segue” oficialmente rs)]

Enfim, “Por Zeus!” completa três anos e atrasado (Para variar) deixo uma postagem sobre o ateísmo:

Ateu (atheos) vem do grego e significa: “a” (ausência) e Theos (deus) em suma, diz respeito à pessoas “sem deus” ou seja, que não acreditam em deus.

É claro que há uma diferença em “não ter religião” e “não acreditar em deus” (ateísmo)
[Um estudo de 2005, revelou que os não-religiosos representam cerca de 11,9% da população mundial e os ateus cerca de 2,3%]

Por volta do século V a.C, já havia relatos de pessoas que “rompiam” com as crenças nos deuses. Para mim, aqueles filósofos todos estavam nesse caminho, pois começavam a questionar a existência dos deuses buscando explicações “naturais” para os fenômenos, o que culmina no “materialismo” de Demócrito... Mas não quero entrar nesse assunto não, ele renderia muito mais trabalho rs
[Fica para uma postagem mais especifica que já tenho em mente falando sobre o deus “racional” da Filosofia]



Com a expansão do cristianismo (Oh! idade das trevas) ser taxado de ateu era uma ofensa, ninguém em sã consciência se auto-intitularia “ateu” (A menos que quisesse morrer). Mas com o tempo o termo “ateísmo” apareceu, para descrever a descrença assumida em deus.

O fato de não ser atirado à fogueira por ser ateu, inegavelmente é uma evolução, contudo, há muito preconceito contra os ateus. Já comentei que o fato de você ter uma crença diferente gera certos conflitos entre teístas, mas nenhum se compara com a postura... “indignada”(?) do teísta em relação ao ateu.
[Afinal, se um católico discute com um judeu, a questão passa a ser o modo que cada um acredita em deus, mas o ateu ao assumir que não acredita em nada daquilo que eles falam, gera um efeito bem mais radical rs]

Quando Karl Marx promoveu o comunismo, dentro do pacote havia uma forte crítica a religiosidade por essa ser alienante para o povo. Obviamente, a igreja ia ficar do lado do capitalismo e uma propaganda deturpada sobre os comunistas surgiu, relacionando o ateísmo e fazendo esse lado da briga ser considerado como “monstros” , “maus” , “inimigos de deus” e por aí vai rs.

O irônico disso, é que o comunismo na prática é o que Cristo promete para as pessoas em um "reino mágico". A diferença, clara, é que Marx era materialista, queria fazer esse mundo de igualdade na terra, no mundo real.

Mas tirando todo o preconceito, o movimento ateu cresce, muitas pessoas famosas se assumem ateias sem medo da repercussão que isso pode gerar nos ignorantes...

Já viram/áudio o Dr Dráuzio valera falando sobre ser ateu? Bem acho que é uma maneira de legal de fechar esse post e para finalizar, deixo alguns links “engraçados” sobre religiosidade e ateísmo:(Clique nos títulos para ver o video pelo youtube):

Drauzio Varella fala sobre ser ateu

George Carlin - Religion is bulshit - Religião é besteira:

Igreja Ateísta no Domingo de Manhã:
(Mas vale lembrar que ateísmo não é religião, se fosse, seria a 4ª maior do mundo!)

Pagando com a mesma moeda - Pregando o Ateísmo
:




Abraço!



PS: A imagem de exibição é do Portal ateu de Curitiba e a "campanha ateísta do ônibus"...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fim do mundo 2011, Eu fui!


Com a aproximação do primeiro milênio, os europeus se viram cercados de profecias apocalípticas afinal o retorno de cristo e o juízo final era uma promessa, muitos pagãos se converteram e alguns até deram suas riquezas à igreja para salvar suas almas;

E o ano 1000 chegou, passou e muita gente deve ter ficado pé da vida...

Mais mil anos depois, contemplamos certa apreensão em relação aos anos 2000, não sei se vocês lembram, mas um grande “bug” com computadores estava sendo prometido, claro que isso não tinha nada de sobrenatural, mas há quem via que isso era mais um sinal que dessa vez o mundo ia acabar mesmo...

Bem, estamos aqui hoje escrevendo mais uma postagem três dias depois de mais uma promessa apocalíptica, lembrando que já temos mais uma marcada para 21 de dezembro 2012!

Aquele péssimo filme (2012, do diretor Roland Emmerich), bebeu de uma contraditória fonte real , o tal do calendário Maia que na verdade não afirma um juízo final, mas fala sim em uma renovação ou transição para o mundo, mas em cima disso houve teorias cataclísmicas para o destino da humanidade.

[A NASA premiou o filme como o pior de ficção científica da história, segundo a NASA, o filme é um exemplo "excepcional e extraordinário" de ciência ruim de Hollywood. Contudo a influência da previsão causou tanto medo que a agência criou um site para responder as duvidas das pessoas que estão acreditando nisso, clique aqui e veja]

É claro que houve muitas outras previsões sobre o fim do mundo, Um tal de Moses David previu o fim do mundo para 1993. No Brasil em 1978, o fundador do movimento borboletas azuis , Roldão mangueira de Azevedo calculou a data para 13 de maio de 1980!

Por Zeus!

O cúmulo dessas teorias promovidas por pseudo-messías /profetas/ sábios/ iluminados/ magos/ místicos/ reecarnações-de-cristo/ abduzidos/ visionários etc. é a pura e simples aberração de ter quem acredite neles ao ponto de ocorrer eventos trágicos como suicídios coletivos em 1997, onde 39 pessoas se mataram, pois acreditaram em Marshall Applewhite fundador da seita “Portões do céu” que misturou bíblia e ciência para falar em uma “reciclagem” da humanidade associada a passagem do cometa Hale-popp...

A escatologia (Destino do homem) é uma previsão comum em todos os credos, em comum, os “bons”, religiosos (Coloque aqui a sua), serão poupados de um juízo final e conduzidos para um “paraíso” que pode ser aqui na terra mesmo ou em outro lugar dependendo da interpretação que se faça.

Para a igreja católica:

"A Igreja Católica crê e ensina que o mundo atual, assim como Deus o fez e assim como é, não durará para sempre. Todas as criaturas visíveis feitas por Deus no decorrer das eras[...] deixarão de existir e serão transformadas numa nova criação."
(Dicionário de Teologia Católica)


Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam que no final de tudo, irá separar todas as pessoas em três reinos divinos: o Reino Celestial, o Reino Terrestre, e o Reino Telestial. Já as testemunhas de Jeová acreditam que a Terra não será destruída, mas sim os governos humanos e posteriormente a implantação de um reino de deus na terra etc.

Enfim, temos também as versões budistas, mulçumana, Judaica, Hindu, e uma penca de outras, sem contar as variações com anjos, alienígenas, fadas, gnomos e pseudocientíficas...

[Por isso que a aposta de Pascal (clique aqui e lembre) não é tão simples assim, se é que você me entende.]

Bem meu ingresso para o Fim do mundo 2012 já está comprado, nos vemos por lá...

Se nenhuma nave dos seres que vivem no sol, passar e me levar antes...



Ps: O filme 2012 é tão ruim que merecia um prêmio por isso rs

PS 2: Saiba mais sobre os "profetas brasileiros" com a revista de História da Biblioteca nacional (Ano 6 nº 63 / Dezembro 2010) Capa: "Profecias: As mais delirantes previsões para o Brasil"

sábado, 7 de maio de 2011

Se a inquisição me pegasse, eu admitia o que eles quisessem de uma vez...




Sabe quando você não tem nada para fazer e apela para um filmezinho?

Pois bem, “Morte negra” (Black Death) aparece assim na minha vida.

Pela capa eu via guerreiros medievais que pela sinopse caçariam bruxas em nome da igreja, a velha desculpa para você ver umas lutas de espada e uns poderes demoníacos, acrescente um final “tenha fé” e bingo, receita de bolo de filmes medievais meia boca...
[Veja o trailer clicando aqui]

Mas não foi isso que aconteceu!

Eis a sinopse:

A Inglaterra medieval é atingida por uma praga. Mas uma esperança surge quando um grupo de homens descobre uma aldeia que não foi afetada pela doença. A jornada é traiçoeira e cheia de perigo, incluindo bandidos e bruxas que vão colocar a fé desses homens à prova. Eles acham que já viram de tudo, mas quando entram na vila, o verdadeiro horror os surpreende.

Um começo que lembra e muito o clássico “Em nome da rosa” deixou-me surpreso, afinal “cadê as bruxas decapitadas” eu pensei. Os filmes geralmente te socam uma sequência de ação inicial para te cativar, mas esse não teve.

A questão é simples: Mas por que diabos isso está acontecendo? A peste era uma maldição divina? Eles não sabiam, mas os personagens estavam atrás era de hereges, satanistas e necromantes que abandonaram deus.
O alvo: um vilarejo onde deixaram deus de lado e a peste não haviam chegado (Isso a sinopse não falou rs).

[Hoje em dia sabemos que a peste aconteceu por pura falta de higiene e todos os fatores decorrentes disso... Os ratos fizeram a festa!]

O humor negro do filme revela-se bem crítico o que me fez vibrar com a inteligência das abordagens:

“Dizem que ele é assassino, ladrão e violador de mulheres, mas fora isso, é um bom homem”
[Ri demais com o pretexto de uma conversa para descrever os personagens]

Não é a primeira vez que trago aqui em Por Zeus! Uma reflexão sobre filmes, mas o que “Morte negra” teria para nós dar? Um relato muito interessante de como fé e ignorância costumavam (Ou costuma?) caminhar lado a lado e como isso pode ser perigoso ou simplesmente trágico como o final do filme...

A inquisição foi um dos períodos mais negros da história da igreja basta você pensar que se você demonstrasse algum conhecimento “mais científico” ou “racional” não seria bem visto. Caso você fosse um infeliz acusado de qualquer coisa, a tortura comia quente para cima de ti e você admitiria qualquer coisa!
[No “Em nome da rosa”, isso é abordado brilhantemente em uma cena, quando o inquisidor questiona um frei, logo para sair da tortura o personagem foi enfático: “Eu admito tudo!” e o inquisidor pergunta: “Por quê?” E o frei não sabia responder tendo que inventar um motivo para ter se distanciado da fé... tudo para não ser torturado e morto de uma vez rs]

Alguns mártires não se intimidavam com a condenação da igreja como Giordano Bruno (1548 /1600) que disse:

“É profundamente injusto submeter-se, sujeitar-se ou crer apenas por costume. É algo irracional conformar-se com uma opinião pelo número de pessoas que a possuem”.

Outros não tinham ideias tão belas sobre morrer em nome do seu ideal como por exemplo Galileu. Por sinal, vimos em postagens passadas (Veja clicando aqui) que ele preferiu desmentir tudo o que acreditava para viver e continuar suas pesquisas...

Por Zeus!
A igreja promoveu muita ignorância por séculos e se você prefere acreditar em criacionismo ao invés de tentar entender um pouco do evolucionismo, você seguiu a tendência... Mas voltando ao filme, pude perceber questionamentos bem filosóficos como, por exemplo:

“Por que você trocou deus por ela?”

“Porque ela é real...”

E no fim, eu fiquei me perguntando: qual foi a mensagem do filme? O final era para ser assim mesmo? Só sei que eu gostei, achei a parada muito crítica e dá margem para se contextualizar tranquilamente isso nos dias atuais onde pessoas morrem em nome de causas supostamente nobres e divinas sem qualquer respaldo racional.

Ah! falar em inquisição é até clichê crítico, isso é passado não é mesmo? Mas o fanatismo religioso que pode promover morte não...

PS: A imagem de hoje é de um site bem bacana: Livres Pensadores

PS
2: Adorei o papel de Carice Van Houter como “bruxa”. Sua estética mesclou elementos angelicalmente diabólicos rs

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Entre o céu e o inferno"


A maioria, senão todas as pessoas sentem um certo incomodo quando pensam na existência de “seres” sobrenaturais, sejam entidades culturalmente expostas como anjos e demônios ou mesmo as clássica lendas como por exemplo os belos e sedutores vampiros.

“Entre o céu e o inferno” surgia lentamente em minha mente quando atravessava um momento de profundo interesse pelo oculto, um universo rico e com um véu de mistério, contudo meu amadurecimento pessoal se deu a medida que avançava nos estudos de filosofia e lentamente a mística em mim perdeu sua força.

A reflexão sobre a existência humana em seus vários níveis nos fazem perceber certas coisas, não negando que tudo não passa de uma interpretação pessoal que pode variar de pessoa para pessoa, meu encontro com o ceticismo e posteriormente com o ateísmo foi inevitável, então minha história morria lentamente na minha mente, se tratando de uma mente atéia é complicado trabalhar anjos e demônios com toda a profundidade que tais seres possuem no nosso mundo cultural, de uma paixão profunda eu cai no total repudio pelo oculto.


Para minha surpresa, certo dia eu me deparei com objetos de uma colega psicóloga, “rorschach”, aquelas imagens que vemos em filmes e desenhos quando alguém consulta um psicólogo e este pede que você diga o que está vendo naqueles borrões de tinta. Participando de uma pequena brincadeira comecei a “interpreta-los”. Tudo o que via era anjos, uns celestes e outros estranhamente malignos ou faces de demônios, o que isso significava? Eu até hoje não sei ao certo, mas acredito que tem haver com esse livro, algo que estava aparentemente morto dentro de mim, mas que na verdade estava ganhando força, a filosofia fundamentou um conto e sua profundidade o enriqueceu.

Entre o céu e o inferno já não é apenas uma história, há algo escondido em suas entrelinhas, uma mensagem, uma filosofia disfarçada em contos. Cristo contava parábolas, Sócrates e Platão alegorias, contar histórias já não é apenas uma arte de entretenimento a milhares de anos e longe de querer me comparar aos grandes nomes que citei, sejam eles personagens fictícios ou não, eu também tenho direito de escrever histórias presunçosamente filosóficas, porque também sou um contador de histórias.

Contudo, a filosofia contida aqui não é uma imposição de um ponto de vista, mesmo porque, não há uma “revelação”, é um convite à reflexão. Acompanhe os personagens em um mundo que não é diferente do nosso “mundo real”, pois a simbologia apenas esconde uma idéia, que muito tem a ver com nossa realidade.

"A Gênese do fim" é a introdução a essa aventura, a esse conto, ao cenário presunçosamente filosófico...

Esse é o esboço do primeiro prefácio que eu havia escrito para meu livro que agora finalmente ganha um novo corpo!

Capa: José Roberto Paula (Foto) e João Halfeld (Montagem)

Tentei deixá-lo o mais em conta possível, sem cobrar nada além do preço de custo, mas ainda sim achei que ficou caro rs

Clique para ver o livro (Agora também em formato ebook) : Clube de autores (aqui) e no Agbook (aqui)

Abraço e agradecimentos a TODOS que de alguma forma contribuíram para a realização desse projeto...

quinta-feira, 31 de março de 2011

A culpa é da mulher?


Eu sei que o dia das mulheres já passou. Logo, uma postagem sobre as mulheres na perspectiva de Por Zeus! Está um pouco fora de contexto, mas como não acho justo um dia apenas para homenagear a mulher, estendo o dia para mês e trago para vocês uma reflexão sobre a mulher e a religiosidade, uma temática que poderia render um livro ou livros, mas que por motivos óbvios será abordada de maneira bem sucinta aqui...

Na mitologia japonesa, a passagem de demônios nos portais entre os mundos desencadeavam os terremotos, embora nessa cultura nem todos os demônios sejam maus, temos alguns que só “existem” para infernizar o mundo dos homens, tais criaturas sem muita opção de lazer foram gerados pela primeira mulher “Izanami” que revoltada com seu marido Izanagi, criou tais seres. Logo, o mal veio da mulher...

Zeus! Reinando no panteão grego, ficou furioso com a atitude de Prometeu em roubar o fogo dos deuses e entregar aos homens e criou a primeira mulher, Pandora, para lançar aos homens os maiores males. Pandora mesmo avisada, não resistiu e abriu a tal caixa proibida e dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.


Esses relatos míticos parecem muito estranhos para nós, a modernidade, mas lhes pergunto qual a diferença neles e aceitar a historia de Eva corrompida pela serpente falante do jardim mágico, que arrastou o bom homem Adão para o pecado?

Na verdade não muito, há detalhes que fazem a mitologia ser diferente da religião, mas sinceramente eu acho que são argumentos levantados apenas para defender a ignorância de quem acredita nessas coisas, o pano de fundo é mesmo, explicar de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos.
O que chama atenção nesses relatos é como são enraizados em culturas primitivas que focavam a superioridade masculina sobre a mulher ou simplesmente responsabilizando a mulher pelas coisas ruins do mundo.

Por Zeus! Um exemplo básico e até clichê de como o texto bíblico é direcionado ao homem: “Não cobiçaras a mulher do próximo”, podemos brincar e “zuar” que a mulher pode cobiçar o marido da outra, mas acho que a frase “coisifica” a mulher em um “mundo masculino”.
[Mundo masculino? Lembraram do juiz que escreveu tal besteira? Será que isso vai dar algum problema para ele? Acho que não...]

O pensamento de que mulher deve ficar “esquentando a barriga no fogão e esfriando no tanque” é puramente reflexo do machismo cultural, algo que por sinal insiste até os dias de hoje em pleno século XXI, mesmo depois de tantas revoluções femininas.
[Mesmo com mulheres chegando a cargos tão importantes quanto aos de “presidentas” (A palavra existe embora não seja aplicada), o que me lembra que para tão cargo não acho a Dilma a mais indicada, mas a Marina não chegou lá...]

Na religiosidade as revoluções femininas resgataram o conceito de religião matriarcal. Que para mim, tem um sentido muito mais lógico que falar em um “pai celestial”, mas “lógica’ não é algo que se possa vincular a religiosidade.
[Uma religião matriarcal é supostamente centrada na adoração a uma “deusa mãe” mitos de fertilidade e sacralidade, que culminariam em uma adoração à natureza].

É claro que as revoluções femininas não se limitam ao surgimento de religiões neopagãs, mas até mesmo em transformações nas religiões vigentes, a mulher agora pode ser ordenada “clériga” em algumas correntes neoliberais do protestantismo, ate em algumas mais liberais do judaísmo, a mulher pode ser “rabina”!
[Em algumas, a mulher poder mostrar o rosto já é um avanço...]

É claro que existe também outro lado, nem todas as mulheres buscam a subjetividade e preferem ficar na aba de homens, o que pode ser resultado desse infeliz aprendizado cultural.

No fundo, o desfecho dessas culturas deve ter uma mesma base, o medo do homem diante do poder feminino, afinal aquela frase: “Por traz de um grande homem tem uma grande mulher” deve ter um sentido bem explícito e verídico...

Eu apoio a luta das mulheres através dos tempos para a igualdade dos sexos, acho que seria definitivamente uma evolução, parar de falar em “homens” e “mulheres” e sim em humanidade...

PS: Na imagem tema de hoje, temos respectivamente Lou Salomé, Paul Ree e famoso filósofo alemão Nietzsche, o significa? Lou-Salomé, não a “mulher do Nietzsche”, a mulher que com certeza fez o Nietzsche chorar rs