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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Não se discute Política e Religião...Só Futebol


Depois da minha crítica à matéria da revista época sobre “A fé que faz bem a saúde” um amigo me passou outra edição com uma matéria que seria do meu interesse, intitulada “Deus é pop”. Não achei nada demais em uma primeira vista, comecei até achar legal algumas coisas mas fiquei aborrecido com algo...

Segundo a matéria, pesquisas recentes feitas por um instituto alemão mostram que os jovens brasileiros são religiosos (95% contra os 99% que mencionei em postagens anteriores rs) e que “Deus é Pop” .

Até ai tudo bem, não dou a mínima para modismos, de certa maneira me doe o coração o mal de tanta hipocrisia coletiva, Afinal segundo a mesma pesquisa 65% dos jovens se dizem “profundamente religiosos”, você acredita? Eu não, Mas o que realmente me chamou a atenção na matéria da revista foi que em uma das pesquisas mostrava que para os jovens a religião é mais importante que política.

Ora! Transcrevo isso da seguinte maneira “Que reivindicar/lutar pelos nossos direitos o que! Vamos rezar e confiar em deus!”.

Bem, esse era o pensamento medieval dos ignorantes por sua vez era energizado pelo povo esperto que tinha tudo e se mantinha nas costas dos pobres coitados, afinal, “Felizes são os pobres porque deles é o reino do céu” não é mesmo?
Até entendo isso me baseando em dois fatores: O desinteresse por política é típico em países subdesenvolvidos, é comum perder a esperança e desacreditar na Política e coisas a fins é o tal do sentimento “As coisas não mudam”.

Aí “entra um consolo” (literalmente falando porque no fim a gente leva ferro) que é a religiosidade. Muitos conhecem a celebre frase de Karl Marx “A religião é o ópio do povo” que infelizmente tem um alto teor de verdade. Eu deixei de ser marxista há muito tempo principalmente porque me desapeguei da idéia de um “sistema” como uma “entidade consciente” ou que exista “ricos” motivando a ignorância dos pobres para se manterem no alto da pirâmide. Hoje em dia, o nosso problema é ignorância que gera ignorância e mantêm um circulo vicioso de difícil ruptura. O povo ignorante vota em pessoas ignorantes que não vão consertar os erros do sistema, mas que vão na maioria das vezes manter o erro ou até piorar a situação.
Segundo, é muito confortante deixar tudo na mão de deus, frases como “Se deus quiser”, “Foi à vontade de deus” estão tão presentes no nosso vocabulário como “Bom dia” (Acredito que até mais). Além do mais, em um país com uma criminalidade em alta ter deus ou anjo da guarda nos protegendo do mal é muito confortante.
[O que me lembra a piada do Gentile sobre o papa móvel ser à prova de balas “Poxa! Se deus não protege nem o Papa eu estou fudido!”]

Aí Está! deus quis que uns meninos de rua passassem fome, crescessem revoltados e cometerem atrocidades? Não, isso é um exemplo de uma questão social que diz respeito ao mundo material, por sua vez, de nossa responsabilidade. Deixar na mão de deus é fugir dos problemas, é fugir da realidade e viver no faz-de-conta...
[Não é surpresa que em países de primeiro mundo as porcentagens de ateísmo chegam a valores consideráveis]

Percebemos o grau de alienação, muitas vezes as pessoas não desenvolvem qualquer reflexão sobre suas crenças, sobre o tal deus, mas são capazes de confiar nele como a coisa mais real e exata da face da terra! Por Zeus!

Mas sabe de uma coisa? Tudo isso é uma grade hipocrisia, (Um atributo freqüente da religião) duvido realmente da validade da conclusão da matéria. O povo se dizer religioso, mas não é tão simples assim, faça a pergunta “Acredita em deus?” e a maioria responde que sim, mas basta fazer algumas perguntas mais “profundas” sobre isso e as pessoas não sabem responder, simplesmente por que a crença é um comodismo cultural.

Quer ver?

Um dos gráficos a cerca do “Credo do jovem brasileiro” mostrava que 66,2% eram católicos, apenas 18,8 protestantes e que os 15% restantes se dividiam em:

7,9% “Sou religioso, mas não sigo nenhuma” (A opção: Lado independente de religiões do Orkut) Tenho a impressão que essa porcentagem devia ser mais alta.
4,0% Ateu, Não têm religião (Tudo isso? Pega o champanhe!)
1,4% Espírita (Para tudo! Sério? Esperava um número bem maior)
1,4% Outros e 0,3% não sabiam opinar.

Paralelamente, a esse gráfico temos outro com questões específicas como a reencarnação, nele percebemos que 67% acreditam que tiveram outras vidas, ou seja: “Estranhamente” apenas 4% são Espíritas, porém mais da metade acredita em “reencarnação” algo que não consta na doutrina católica!!!

Aêêêê! As pessoas não sabem nem no que acreditam direito!

Uma coisa é você acreditar em deus e outra é ser religioso, se você acredita na bíblia então devia saber mais sobre ela para entender qual é a dos dogmas e regras religiosas seja qual for a sua vertente de interpretação. Acho muito interessante que algumas “igrejas” estejam aceitando os homossexuais, por exemplo, muito legal (Eu não tenho nada contra), contudo sabemos que deus (Javé, Jeová etc.) proibia isso e não creio que a passagem bíblica seja aberta a uma interpretação diferente, é bem claro o que ele diz e manda fazer nesse caso.
(Mas se a gente fingir que não existe o antigo testamento podemos ficar só com o carismático Jesus, que no final das contas está me saindo um filho rebelde e contradizendo as vontades do pai que criou a legislação divina, pelo menos o povo gosta de interpretar assim)

Ou seja, o povo não entende nada de Política e nem de Religião, mas saca de futebol, que é uma beleza! O que me lembra: quanto que é 10% do que o Kaká ganha? Imagina o dizimo que ele paga para o Pastor! E mesmo assim o teto daquela igreja era vagabundo?

Lembrando das questões sobre religião e escolas das postagens anteriores, proponho mais uma coisa obvia que não entendo porque não é regra: Deveria ter uma disciplina sobre Política nas escolas, não Política em si, algo como “Cidadania” embora esses conteúdos sejam previstos em Sociologia e Filosofia, deveriam ter um enfoque maior, bastava tirar essas aulas idiotas e completamente inúteis de religião e teríamos espaço para tal coisa;

Mas como disse, o sistema é um circulo vicioso da ignorância e mesmo que pintasse um governante com essa concepção racional, a “idiocracia” ia achar ruim...

domingo, 26 de julho de 2009

"Another Brick in the Wall" (Parte III)



E se eu lhe dissese que nossos valores se perderam?

Que só há uma verdade, a de deus e as escrituras!

Que tudo o que nós descobrimos em matéria de evolução cientifica nos afastaram nos princípios da moral e dos bons costumes e a única maneira de recuperarmos é nos livrar desse mal. Começando a retirar as malignas aulas de biologia com suas profanas teses de evolucionismo e substituí-las por aulas de criacionismo!


Parece piada, mas não é...
E o nome disso é “Fundamentalismo”.
..

Era 11 de maio de 2004 quando cheguei à faculdade e descobri que não haveria aula o que seria uma oportunidade para tomar uma cerveja com amigos foi substituída por uma estranha vontade de assistir a palestrar do Dr José Raimundo Batista Bechelaine intitulada “Ética e os Neo-fundamentalismos Religiosos e Políticos”. Na palestra o que me chamou atenção foi o tal fundamentalismo religioso, Era a primeira vez que ouvi e entendi o que seria o tal Fundamentalismo.

[Fundamentalismo:] Nas palavras do Wikipédia: “Refere-se a movimentos étnicos extremistas com motivações (ou inspirações) apenas nominalmente religiosas, conhecido como Fundamentalismo étnico. O Fundamentalista acredita em seus dogmas como verdade absoluta, indiscutível, sem abrir-se, portanto, à premissa do diálogo”.
Logo, Fundamentalismo varia pela religião, podemos ter fundamentalismo cristão, islâmico etc.

Quando via a expressão do Bechelaine fiquei assustado, parecia que ele dizia “É serio gente, não é brincadeira!”, mas todos estavam meio apáticos será que ninguém levou a serio? Bem, eu fiquei desolado porque era/é tão absurdo que coisas assim me lembram a frase do Raul “Pare o mundo que eu quero descer!”

O fato é: O fundamentalismo é real e eles realmente acreditam que o negocio é viver segundo a lei das antigas escrituras. Pergunto-me se eles mesmos chegaram a um consenso sobre o que deve ser usando ou não das “verdadeiras” leis de deus, afinal não é uma questão apenas de defender o criacionismo e dizer que a arca de Noé existiu e ignorar os fosseis de dinossauros por exemplo. É assumir a legislação imposta por deus através de seus homens “inspirados”, ou seja: vamos apedrejar os homossexuais! Vamos matar nossos filhos que não respeitar a nós e o único e verdadeiro deus!

[Criacionismo:] É um termo genérico para definir explicações sobre a origem de tudo sendo uma inteligência superior “Designer inteligente”. No nosso caso estamos falando da concepção cristã mais precisamente do antigo testamento (Os sete dias, Adão e Eva, Arca de Noé, etc)

É claro que eles têm as desculpas deles, fácil é propor algo em nome da moral principalmente usando a patologia mental que as religiões pregam, contudo segurar o pacote todo é bem mais complexo não é mesmo? Me diz aí, o que faz a parte do “ame o seu semelhante como a ti mesmo” ser mais verdadeira do que a do “Mate a sua filha que não é mais virgem”? Ela ser mais bonitinha? Bem, isso não me convence, nem se você me disser que há somente boas intenções por trás disso.

E para aqueles que gostam só do novo testamento, não vamos esquecer que Jesus não veio para substituir o antigo como ele mesmo dizia, do antigo não se altera uma virgula! (Nesse caso vocês podem adotar a história de que ele bebeu vinho demais e falou algumas asneiras que nós somos muito sábios para distinguir do verdadeiro e do falso...Ah! Se nos somos “fodas” para desacatar deus e folgar no domingo ao invés do sábado podemos fazer qualquer coisa! (Será que os fundamentalistas pregam o sábado como dia do descanso?)

[Nos EUA se julgou inconstitucional a introdução do criacionismo (Uma vitória). Recentemente, novas tentativas têm sido feitas, com novos argumentos, advogando pelo que chamam de uma "análise crítica da evolução".
Um país onde o povo costuma não saber se achar no mapa mundi, Nós percebemos que eles dominam muito bem as noções cientificas para poderem fazer a tal análise critica... ]

Na história da Filosofia somos levados/obrigados a estudar a era medieval onde o pensamento que dominava era deus.
Se você não sabe, a maior “sacada” cristã foi se mesclar com Roma como um “parasita”, o poder militar dominante e crescente, então quando você ouvir “Igreja apostólica romana” entenda “Igreja apostólica com consentimento de Roma”, Nesse instante ser católico virou “moda” sendo que algumas décadas antes, eles (Romanos) caçavam quem era cristão, agora o martírio era “chiquê”. A história é cheia de reviravoltas não é mesmo?
Bem, mas seguindo mais adiante na cronologia desses eventos teve uma época pouco filosófica (Não muito reflexiva) em que os antigos acreditavam pela pura Fé, “Credo quia absurdum” dizia Tertuliano (“Creio, mesmo que seja absurdo” ou “Creio porque é absurdo”) O que eu brincava com o comentário: “A medieval foi o período em que a fé obilubilou a razão” parafraseando Agostinho que dizia que o “mal” obilubilava a razão e o apelido da idade média de “Idade das trevas”.


Depois de um pouco de amadurecimento intelectual e a guerra dos gnósticos com a fé cristã, foi necessário um pensamento mais consistente e menos fabuloso por parte dos Cristãos. Eis que surgem os “Filósofos cristãos” dentre eles destacamos Santo Agostinho que “sabiamente” viu nos escritos de Platão um jeito de deixar o pensamento bíblico com algum sentido, mais tarde (Com muito custo, até convencerem que não era coisa do demônio) teve o “tomismo”, São Tomás mesclou Aristóteles que já era mais pé no chão que Platão e pode fazer uma filosofia cristã mais coerente ainda. Esses ditos cujos fizeram os pilares para um pensamento mais filosófico em cima da bíblia até os dias de hoje.
[Aconselho uma pesquisa e leitura sobre isso, meu “resumo” é muito grosseiro e há muitos outros detalhes importantes nessa trama]

Mas voltando a questão do Fundamentalismo e relacionando com as postagens anteriores, Percebemos que há algo muito errado nessa historia, Imagine essa situação de Fundamentalistas brigando por uma nova estrutura educacional voltada para a religião, Deveríamos ser um país não laico? Fundados sobre princípios religiosos? Seria interessante (Assustador para mim) Mas aí entraríamos nessa velha historia de qual interpretação é a verdadeira, A dos católicos? (Conservadores, ortodoxos ou liberais?) Dos Judeus que ignoram o novo testamento? Dos Mórmons que têm a “terceira” parte das escrituras? Difícil, é por isso que política deve ser dissociada da religião, ou melhor, das religiões.
Mas aí que está, Esse deus (Seja qual for) prega que a lei dele deve ser maior do que a dos homens , ela que deve reger nossas vidas, só que se cada um adotasse isso não ia ter guerra só na palestina não e o mundo ia estar longe de uma paz divina...

Uma divina sinuca de bico...

domingo, 19 de julho de 2009

"Another Brick in the Wall" (Part II)



Seguindo a postagem anterior sobre as escolas ditas Laicas, mas que pelo menos aqui em Minas tem uma tradição não muito ética de possuir imagens religiosas. Resolvi entrar em um assunto semelhante que poderia até ter sido colocando junto com o texto anterior, mas achei mais produtivo que tivesse uma atenção maior e particular, então sigo com uma continuação.

Falaremos sobre ensino religioso nas escolas!

Não sou completamente critico a respeito de Religião enquanto disciplina nas escolas, apenas tenho duvidas, Qual o sentido disso? Houve uma batalha muito grande para trazer Filosofia para as salas de aula, muita luta dos profissionais da educação, muito argumento para provar que Filosofia era uma necessidade nos parâmetros curriculares do ensino médio, mas nessa guerra toda não pude deixar de notar que algumas escolas tinham religião... E aí?

Eu consigo imaginar aulas muito interessantes de religião, mas todas em uma postura neutra, reflexiva, “laica”. Promovendo conhecimento sobre várias doutrinas e respeito entre elas, Seria interessante mostrar e explicar porque judeus, protestantes, católicos, mórmons, crentes etc., Crêem na bíblia, mas tem concepções divergentes por exemplo.

Contudo, isso é bem longe da realidade que vivi e que até onde eu sei não mudou muito hoje em dia. Lembro-me que as aulas eram puramente católicas, tínhamos que estudar a “Campanha da fraternidade” e por aí fora, um dia surtei (Desde cedo já achava que tinha algo errado com essa história) em uma discussão agressiva chamei a professora de “Fanática religiosa” e fui encaminhado pela direção para a biblioteca onde deveria fazer trabalhos já que não queria ter aulas de religião (Entende-se catolicismo). Com o tempo alguns outros alunos também me acompanharam. Nessa época os evangélicos não eram tão em moda e espíritas não eram dispostos a se revelarem, pelo menos não as crianças, Então abri as portas para a coragem de se mostrar diferente do padrão (Falou o herói do povo rs) , não precisávamos ficar mais na aula apenas fazer freqüentes trabalhos sobre a nossa religião, no meu caso eu podia falar sobre qualquer coisa, budismo, gnosticismo etc
[Detalhe curioso, descobri anos mais tarde que minha professora tão católica freqüentava centros espíritas, Aff... haja hipocrisia]

Freando minhas lembranças traumáticas de perda de tempo nas aulas de religião e focando a questão de aulas mais viáveis dessa disciplina, ainda insisto, por quê?
[Lembrando sempre que estamos focando o ensino promovido pelo Estado e não estabelecimentos educacionais especificamente religiosos como escolas Católicas ou Presbiterianas por exemplo.]

Por quê? Eu não vejo qualquer coisa que seria abordado em uma aula de religião que não pudesse ser devidamente trabalhando em uma aula de Filosofia, sociologia ou Historia, Sou suspeito para falar, mas acredito que Filosofia chuta religião para escanteio em matéria de necessidade nas escolas, Por Zeus! Acho tão inviável a idéia de ter religião nas escolas que não consigo falar, argumentar a respeito...

Detalhe que me veio à cabeça, com formação em Filosofia posso ser um professor “quebra-galho” de Religião, mas a preferência é para “Padres”?! Porque não pastores ou médiuns chefes de “centros” de candomblé? A coisa é tão enraizada no erro que ninguém quer por a mão na massa e corrigir isso, Afinal o que me difere do padre? Que ele sabe mais de catolicismo que eu? (Geralmente padres são formados em Filosofia e não Teologia que seria a graduação mais coerente para quem quer ministrar aulas de religião) Percebem? Não há muito sentido em nada disso.
Basicamente eu acredito que o ateu seria o melhor profissional para dar aulas de Religião, seria imparcial, pelo menos eu seria e isso daria margem para discussões produtivas que levassem as aulas a idéia que sugeri alguns parágrafos atrás. Mesmo que fosse um padre, que ele então não se prestasse ao papel de dar aulas de “catolicismo”, mas que promovesse a reflexão não dogmática (Difícil).

Mas mesmo assim, com aulas “ideais” de Religião, ainda me pergunto, por quê?
Como “Another Brick in the Wall” é dividida em três partes, Seguirei a idéia e veremos na próxima postagem uma “Parte 3”. Sobre o que mais poderíamos falar sobre isso? Bem, Religião nas escolas me lembra uma temática surpreendente, um ataque direto a nossa inteligência! O movimento Fundamentalista e sua luta para retirar as aulas de biologia (Evolucionismo) das escolas e introduzir aulas de “Criacionismo”...

Sinto até um frio na espinha...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Another Brick in the Wall"





Lembro-me de todas as escolas por onde passei e buscando no fundo da memória percebi que em todas havia algum símbolo religioso, do quadro de Jesus que nos observava em sala de aula a algumas estátuas de santos...

O que isso tem demais? Pergunto-vos. Aqueles com menos senso crítico podem adotar a postura clássica do “Isso não tem nada haver”. Por outro lado, temos os dogmáticos com coragem de afirmar “Está certo, as crianças e jovens devem ter esse encontro com religião desde cedo”. Então é necessário confrontar-lhes com uma expressão até comum, mas pouco entendida de “Escola laica”.

O termo “laico” vem de “Laicismo” que podemos considerar como uma ideologia ou mesmo corrente filosófica que tem basicamente em sua proposta a separação do Estado e da Religião. Na verdade é bem mais abrangente do que isso, mas a critérios de discussão, isso já me serve de subsidio para argumentar contra a postura das escolas ditas Laicas.

[Laico «laos» (adj: «laikos»), expressão que designava o povo de uma maneira tão abrangente ou tão universal quanto possível. O termo «laos» referia-se, portanto ao "povo todo", a "toda a gente", sem exceção.]

Nas épocas em que a humanidade começava a gozar de uma surpreendente evolução intelectual, A religião tinha que intervir (Afinal, pensar demais é ruim para os dogmas) e com isso foi capaz de cometer uma serie de abusos que podemos constatar olhando para a história, a pressão em cima de Galileu, o “assassinato” de Giordano Bruno na fogueira etc. Essas ações da igreja enquanto poder absoluto na certa não agradava muita gente, Ao longo do tempo (Felizmente) percebeu-se que o domínio religioso não era o mais bem indicado para o progresso da humanidade, daí temos vários eventos importantes que levaram a perda do poder da religião, o próprio laicismo vem a nascer em oposição à interferência da religião na política.

E os países administrados pela religião? Bem, esses são os países “não laicos” e até onde sei não são os mais exemplares para a paz mundial. É evidente que não podemos ter a religião como administradora do Estado, simplesmente pela própria diversidade religiosa (Ou no meu caso a falta dela), para descrever basicamente o que eu acho, há um vídeo perfeito para elucidar essa questão, Trata-se de um discurso de Barak Obama:

http://www.youtube.com/watch?v=_IHQr4Cdx88

Para quem tiver uma net lenta como eu, transcrevo o que ele diz:

“Dada a crescente diversidade das populações dos EUA,
Os riscos de sectarismo estão maiores do que nunca, O que quer que nós já tenhamos sido, Nós não somos mais uma nação cristã, Pelo menos não somente. Nós também somos uma nação judaica, uma nação muçulmana e uma budista, e uma nação hindu e uma nação de descrentes, (Aeeee Obama!)
E mesmo se nós tivéssemos apenas cristãos entre nós, Se expulsássemos todos os não-cristãos dos EUA, O cristianismo de quem nós ensinaríamos nas escolas? Seria o de James Dobson, ou de Al sharpton? (Nunca ouvi falar)
Que passagens das escrituras deveríamos instruir as nossas políticas publicas?
Deveríamos escolher o levidicos? que sugere que as escravidão é aceitável? que comer frutos do mar é uma abominação? Ou poderíamos escolher o Deuteronômio, que sugere apredeijar seu filho se ele se desviar da fé? Ou deveríamos ficar apenas com o sermão da montanha? Uma passagem que é tão radical que se é de duvidar que o nosso próprio departamento de defesa sobreveria a sua aplicação.
Nós...Então, antes de nos empolgarmos vamos ler as nossas bíblias agora. As pessoas não têm lido a bíblia. O que me trás ao meu segundo ponto:
Que a democracia exige que aqueles motivados pela religião traduzam suas preocupações em valores universais, ao invés de específicos de uma religião,
O que eu quero dizer com isso?
Ela quer que as propostas delas estejam sujeitas a discussão e sejam influenciadas pela razão.
Eu posso ser contrario ao aborto por razões religiosas, para tomar um exemplo, mas se eu pretendo aprovar uma lei proibindo a pratica, Eu não posso simplesmente recorrer ao ensinamentos de minha igreja ou invocar a vontade divina;
Eu tenho que explicar porque o aborto viola algum principio que é acessível a pessoas de todas as fés, incluindo aqueles sem fé alguma. (Ah eh ...obama! ...obama! rs )
Agora isso vai ser difícil para aqueles que acreditam na inerrância da bíblia, como muitos evangélicos acreditam,
mas em uma sociedade pluralista nós não temos escolha,
A política depende da nossa capacidade de persuadir uns aos outros de objetivos comuns com base em uma realidade comum, ela envolve negociação,
A arte daquilo que é possível, E, em algum nível fundamental, a religião não permite negociar é arte do impossível. Se deus falou espera se que os seguidores vivam de acordo com os éditos de Deus, a despeito das conseqüências, Agora basear a vida de uma pessoa em compromissos tão inegociáveis pode ser sublime, Mas basear nossas decisões políticas em tais compromissos seria algo perigoso, Se você duvida disso, deixe me dar um exemplo:
Nos todos conhecemos a historia de Abraão e Isaac,
Abraão foi ordenado por deus a sacrificar seu único filho,
sem discutir ele leva Isaac montanha a cima até o topo e o amarra ao altar,
Levanta sua faca, prepara-se para agir... Como deus ordenara.
Agora nos sabemos que as coisas deram certo;
deus envia um anjo para interceder bem no ultimo minuto.
Abraao passa no teste de devoção a deus.
Mas é justo dizer que qualquer um de nós , ao sair desta igreja visse Abraão no telhado de um prédio levantando sua faca, nós iríamos no mínimo , chamar a policia e esperaríamos que o departamento de Serviços as crianças e a família tirasse aguarda de Isaac de Abraão.
Nós faríamos porque nós não ouvimos o que Abraão ouve,
Nós não vemos o que Abraão vê.
Então o melhor que podemos fazer é agir d e acordo com aquelas coisas que todos nós vemos e que todos nós ouvimos.
A jurisprudência é o bom senso básico. Então nos temos algum trabalho a fazer aqui,
Mas eu tenho esperanças que nós podemos transpor o hiato que existe e superar os preconceitos que todos nós , em maior ou menor grau, trazemos a esse debate.
Eu tenho fé que milhões de americanos crentes querem que isso aconteça.
Não importam o quanto religiosos eles possam ser ou não ser,
As pessoas estão cansadas de ver a fé ser utilizada como ferramenta de ataque,
elas....Elas não querem que a fé seja usada para diminuir ou para dividir.
Porque no fim, não é dessa forma que elas vêem a fé nas suas próprias vidas”.


Perfeito! Boto “fé” nesse cara. O que devia ser lógico costuma não ser claro para as pessoas porque cada uma vive em seu mundinho de dogmas e acha que devemos engolir suas crenças, Por Zeus!
(Certo dia cai no blog de um pastor evangélico que fazia campanha contra Obama, ele tinha uma seqüência de raciocínio no mínimo “interessante” para não dizer ridícula de que Obama é uma manifestação das “forças do mal”.)

Mas o que tudo isso tem a ver com a escola? Bem, Para quem não deduziu o desfecho da reflexão que proponho aqui, vou esclarecer: A escola é responsabilidade do Estado e este por sua vez deve ser “laico”, daí o termo Escola laica, Perceba que não critico uma instituição que seja oficialmente religiosa, temos escolas católicas, tudo bem! Os pais colocam seus filhos onde quiserem e podem optar por uma escola que tenha a vertente religiosa da família, nada demais com isso. Mas o estado não pode e nem deve adotar uma postura religiosa nesse sentido por dizer respeito a todos nós, e “todos nós” não temos as mesmas crenças!

Visualize uma criança mulçumana que vive entre nós chegar em uma escola de “todos” do nosso então dito pais democrático e se defrontar com símbolos religiosos, Opa! Para que um exemplo radical desse? Vamos contextualizar para a realidade brasileira, Imagine um jovem evangélico encontrando imagens de santos na escola que freqüenta, sabemos que para a maioria dos evangélicos as imagens são idolatria dos católicos (O que eu concordo perfeitamente), ou um jovem Judeu tendo aula com um quadro de Jesus olhando para ele, isso pode até não parecer nada demais, mas é desrespeitoso sim, agride a liberdade e direito das pessoas, pois as escolas públicas são do Estado, são de todos e quem tem o direito de definir qual é a religião correta? Certamente não vai ser a escola quem vai nos dizer isso, não é esse o papel dela...

“Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja... É sumamente injusto submeter o próprio sentimento a uma reverência submetida a outros; é digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se; é uma estupidez crer por costume inveterado; é coisa irracional conforma-se com uma opinião devido ao numero dos que a têm...É necessário procurar sempre, em compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza.
(Giordano Bruno. In Rodolfo Mondolfo. Filosofia da Renascença. São Paulo, Mestrejou, 1967)

É por isso que queimaram ele...




NOTA: O que tudo isso tem haver com "Another Brick in the Wall" ?
(Sim, música do Pink Floyd) Bem, esse é o exercício de casa...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

“Eu sou leonino! Isso explica tudo!”

Há vários mitos que corroem a razão humana, cada um mais sedutor e envolvente do que o outro, dentre eles temos a “pseudociência” conhecida como “Astrologia”, Claro que você sabe o que é afinal está presente nos jornais, na TV, murais na rua e agora até nos nossos celulares, basta pagar alguns centavos e enviar uma mensagem para um numero X e em segundos, você pode saber o que o dia lhe reserva e a “resposta para os mistérios da vida” segundo as previsões astrológicas... [É mister e produtivo diferenciar astrólogo de astrônomo, “Não são a mesma coisa?” a resposta é: Não, ambas as palavras derivam de áster/astron (Estrelas,astros) e Logus (Ciência, estudo etc) Contudo além das cinco primeiras letras não há muita coisa em comum entre elas. A astronomia é uma ciência exata, que estuda a origem, composição, classificação e dinâmica de todos os corpos celestes, Já a astrologia dá ênfase apenas a um certo grupo de astros e a relação entre suas posições e deslocamentos no céu e o destino dos seres humanos.] A astrologia surgiu a milhares de anos (Dizem que tem até dedo de certo filósofo grego antigo), mas isso não é de nos surpreender, a história da humanidade é marcada por nossa busca por respostas daí o surgimento de tantas teorias e uma delas baseia-se na influência dos astros sobre a vida humana, não só emocional, mas sim em nosso destino, “tudo está escrito nas estrelas!”, Contudo, por não apresentar evidências válidas de sua eficiência e veracidade, a astrologia se enquadra no grupo das “superstições” ou se soar mais bonitinho para os adeptos “pseudociência”. Eu poderia brincar com os vários argumentos que defendem a veracidade da astrologia como, por exemplo, aquele papo da lua que influência os mares (Fato) e conseguintemente o nosso estado de espírito (teoria fajuta) uma vez que somos formados por uma media de 70% de água, mas deixo isso para vocês conferirem no Wikipédia onde podemos encontrar uma lista de argumentos contrários e outra a favor da veracidade da astrologia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Astrologia [Em postagens anteriores já comentei que é moda usar alguns fatos sérios para justificar idéias fantasiosas, esse exemplo da lua é um, sim ela influencia as mares com sua força gravitacional, porém a energia que ela exerce sobre você é bem menor do que um pequeno imã] Vou partir de minhas observações/reflexões pessoais; Começaremos pela parte teórica que sustenta a idéia da astrologia com uma dúvida: Por que somente os “nove” planetas em nosso sistema solar têm a capacidade de influenciar nossas vidas? Opa, atualmente são “oito” planetas, Quando comentei esse fato com um amigo astrólogo ele disse que isso era “ridículo”, mas vocês sabem exatamente porque Plutão deixou de ser considerado planeta? Bem, simplesmente por ser pequeno demais ele se enquadrou no termo de “planeta anão”, atualmente conhecem se cinco “planetas anões” (Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris). Agora porque cargas d’água esses ditos cujos não influenciam nossas vidas? Simplesmente porque a astrologia não se atualiza, “Ela já não fazia sentido quando foi inventada e hoje em dia faz menos ainda” disse Richard Dawkins em seu programa “Inimigos da razão”. Deixando de lado esses assuntos mais científicos, vamos para a prática, Tente você fazer seu próprio mapa astral (Na internet se pode não só encontrá-los como até ensinar você a fazer o seu próprio então pelo amor de Zeus! Antes de pagar cinqüenta paus para um cara fazer isso navegue um pouco!). Perceba que as coincidências serão inevitáveis, “Coincidências”? Bem, na verdade “interpretar” qualquer coisa nos da margem para “ajeitar” e fazer as coisas terem algum sentido, uns são mais “espertos” e “talentosos” para fazer esse tipo de coisa, mas basicamente qualquer um faz isso (Não sei se estou sendo claro, mas isso é um ponto muito forte para não dar crédito às interpretações desses mapas) Acrescente o principio de que “Queremos ser enganados” da magia/ilusionismo, nossa angustia por querer ver e sentir o sobrenatural, o fascínio pelo inexplicável. Temos uma tendência natural para sermos feitos de bobo... A “linguagem fria” feita por espíritas fajutos é usada também pelo astrólogo fajuto (Ou se ele for sério, faz isso inconscientemente) para convencer as pessoas de que através do mapa astral podemos saber tudo sobre elas e sobre seu destino; "No decorrer de uma leitura bem sucedida, pode ser que o paranormal forneça a maioria das palavras, mas é o cliente quem fornece a maior parte do sentido e todo o significado" (Ian Rowland ) [“Linguagem fria” ou “leitura fria” é um conjunto de técnicas usadas para fazer com que uma pessoa se comporte de uma determinada maneira, ou a pensar que os que fazem a leitura têm algum tipo de capacidade especial que "misteriosamente" permite que saibam coisas sobre ela. Uma arma usada por manipuladores profissionais] Contudo, não precisamos de um cara “profissional” não, basicamente qualquer um (Um pouco mais esperto que a maioria) faz isso, muitas vezes até sem a maldade ou intenção de enganar o outro porque no fundo ele está também se enganando nesse processo de propagação da ignorância. Vamos fazer uma experiência básica nesse exato minuto em que escrevo esse texto, vou buscar meu signo na internet e ver o que ele me diz: Leão: Inicia-se hoje um período curto e proveitoso para seus estudos, comunicação e troca de informação com o meio. A Lua crescente agiliza e desenvolve seu poder de expressão. Você se torna mais persuasivo e a lisonja nasce fácil dos seus lábios. Tenha cuidado na dose disso. (http://www1.folha.uol.com.br/folha/urania/signoexpress1.shtml#leao) Minha nossa! Estou persuadindo vocês! Ah! Mas é um período curto, provavelmente meu blog vai a acabar então quando a lua mudar de estagio. Os signos normalmente são envolventes porque eles falam de nós de uma maneira encantadora, os elogios são freqüentes, e quando se fala algo mau sobre você geralmente é de uma maneira boa e gostosa, tipo, eu sou leonino: “... seu talento te deixa arrogante, tome cuidado” perceberam? Sem contar as frases “genéricas” que vão funcionar como: “Você pode ter uma frustração”, Poxa! Raros são os dias perfeitos... Por que parar por aqui? Vamos ver “Leão combina com...” Exemplo “Leão com escorpião”: Os dois são signos fixos e teimosos, ciumentos e possessivos, que podem se sentir atraídos um pelo outro, fascinados pelo magnetismo que exalam, mas a convivência será difícil se for estreita. Não abrem mão do que sentem, não se desapegam um do outro. O laço é forte, os problemas complicados, mas é uma relação grandiosa como eles gostam de ter. Mais palavras encantadoras e sentidos genéricos, convido vocês a lerem essas coisas, mas sem o titulo e verão que normalmente nós podemos nos identificar com o texto mesmo que ele não seja o direcionado para o seu signo, se bobear, o seu pode não bater com o que está escrito (estranho não?). E há quem defenda a idéia de que astrologia deve ser considerada ciência, mas espero que pelo menos isso eu tenha conseguido mostrar que ela não é... Porque me preocupar com essas coisas, com o que você crê ou deixa de acreditar? Por que filosofia é isso é busca, esclarecimento e reflexão, o acolhimento acrítico da realidade é prejudicial, alienante. Enquanto nos apegamos a essas coisas, nos afastamos da realidade, vivemos no faz de contas...

sábado, 27 de junho de 2009

10 mitos – e 10 verdades – sobre o Ateísmo































Seguindo as postagens anteriores, achei oportuno acrescentar o seguinte artigo escrito por Sam Harris, Filósofo ateu e um dos maiores nomes do movimento ateísta. Recomendo a leitura de um de seus livros "Carta a uma nação Cristã" ...brilhante.

Ateus.net » Artigos/ensaios » Ateísmo
Autor: Sam Harris
Tradução: Alenônimo
Fonte: Ateus do Brasil
Original: 10 myths – and 10 Truths – About Atheism


Várias pesquisas indicam que o termo “ateísmo” tornou-se tão estigmatizado nos EUA que ser ateu virou um total impedimento para uma carreira política (de um jeito que sendo negro, muçulmano ou homossexual não é). De acordo com uma pesquisa recente da revista Newsweek, apenas 37% dos americanos votariam num ateu qualificado para o cargo de presidente.
Ateus geralmente são tidos como intolerantes, imorais, deprimidos, cegos para a beleza da natureza e dogmaticamente fechados para a evidência do sobrenatural.
Até mesmo John Locke, um dos maiores patricarcas do Iluminismo, acreditava que o ateísmo “não deveria ser tolerado”porque, ele disse, “as promessas, os pactos e os juramentos, que são os vínculos da sociedade humana, para um ateu não podem ter segurança ou santidade.”
Isso foi a mais de 300 anos. Mas nos Estados Unidos hoje, pouca coisa parece ter mudado. Impressionantes 87% da população americana alegam “nunca duvidar” da existência de Deus; menos de 10% se identificam como ateus – e suas reputações parecem estar deteriorando.
Tendo em vista que sabemos que os ateus figuram entre as pessoas mais inteligentes e cientificamente alfabetizadas em qualquer sociedade, é importante derrubarmos os mitos que os impedem de participar mais ativamente do nosso discurso nacional.
1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.
Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam freqüentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é... bem... insignificante.
2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.
Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles era muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originam cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.
Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71) uma vez: “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.
Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas idéias invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo.
A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “A Ilusão de Deus”, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.
5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.
Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus – alguns cientistas parecem conseguir isto –, não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

6) Ateus são arrogantes.
Quando os cientistas não sabem alguma coisa – como por que o universo veio a existir ou como a primeira molécula auto-replicante se formou –, eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com freqüência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.
Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente – porque hindus, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente.
Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba, muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.

8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.
Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes será menos impressionante do que são para os humanos ateus.
Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.
Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade.
De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes, parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente disponíveis. Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.
Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão – já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.
Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão – e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas escrituras – como a regra de ouro, por exemplo – pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

“A fé que faz bem à saúde”




Na edição da revista Época de 23 de março de 2009 trazia na capa a sua matéria “A fé que faz bem à saúde”. Em um país onde 99% das pessoas são religiosas foi uma sacada e tanto para vender mais revistas, mas o subtítulo me pareceu mais estarrecedor: “Novos estudos mostram que o cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor”.

A matéria de Letícia Sorg começou bem elucidando a questão da “busca por explicações dos fenômenos” ser uma diferença básica entre nós e os animais, o homem primitivo acabava criando respostas sobrenaturais para os eventos que ele não entendia, o que na filosofia chamamos de pensamento mítico. Mas antes de chegar ao fim do primeiro parágrafo o artigo já me desagradou, simplesmente por que segue com a premissa:

Mas porque ela (Explicações sobrenaturais) desembocou na fé e no surgimento das religiões? Cientistas de diferentes áreas se debruçaram sobre a questão e chegaram a conclusões surpreendentes. Não só a fé parece estar programada em nosso cérebro, como teria benefícios para a saúde”.

O que há de errado aqui? Note que temos a afirmação de que “todos” os cientistas chegaram a essas conclusões (O que eu duvido muito) isso é uma “receita de bolo”, se você enfiar um “Está cientificamente comprovado” você atinge resultados incríveis com o publico, mas isso não é motivo para nos revoltar foi só um detalhe insignificante, o pior está por vir.

Segue um joguete de palavras, a frase de Charles Darwin é citada: “Uma crença em agentes espirituais onipresentes parece ser universal”, logo aparece outra colocação: “Somos predispostos biologicamente a ter crenças entre elas à religião”, mas essa segunda frase é de Jordam Grafman autor de alguns dos estudos que a reportagem aborda, contudo note que a frase de Darwin fica meio perdida aí, pare para pensar: o que Darwin disse foi apenas uma observação lógica, ele saiu viajando pelo mundo para fazer seus estudos e constatou que temos uma diversidade religiosa, mas isso não afirma em nada o que Jordam defende sobre “vocação inata para religião”, Na verdade nem o Jordam fala exatamente isso, pois há uma diferença em crenças (mito) e a tal religião, mas mais a frente vamos perceber isso.

Segundo a revista, Jordam chegou à conclusão de que a capacidade de crer em um ser superior possivelmente surgiu ao mesmo tempo em que a habilidade de prever o comportamento de outra pessoa o que é “fundamental para a sobrevivência e formação da sociedade” isso porque em sua experiência onde pessoas que liam frases sobre a existência de deus (A favor ou contra) e tinham seus cérebros examinados através de ressonância magnética, pode se constatar que a parte do cérebro que era ativada era a mesma usada para entender as emoções e as intenções de outras pessoas. Bem, eu não entendi porque ele chegou a tal conclusão diante desses fatos, me parece obvio que tal coisa aconteceria uma vez que as pessoas tratam deus como “outra pessoa” a se pensar. Por fim, eles acertam em afirmar que “deus é uma explicação eficiente para aplacar a necessidade de entender o que não se pode explicar com o conhecimento comum”, mas ainda bem que na história nem todos se contentaram com respostas fictícias e buscaram os “porquês” das coisas, assim surgiram filosofia e ciência superando de certa maneira a postura mítica de conhecer o mundo.

Surge um tal de Barrett autor do livro "Why woult anyone believe in God? "(Por que alguém acreditaria em Deus?) jogando a seguinte revelação: há evidências que sistemas religiosos ajudam a manter comunidades unidas! Serio? Precisaram fazer pesquisas para descobrir isso? Bem, é “obvio” qualquer grupo social tem tendência a ser unido, por isso são “um grupo”, Assim sabemos por que aqueles cinco “funkeiros” juntaram o outro rapaz de porrada quando ele esbarrou em um deles, Parabéns Barrett! Você é o cara! (Desculpe-me o exemplo apreciadores do funk, mas foi o primeiro que em veio a mente).
Aqui eu tive uma teoria, a mecânica é simples, você joga um monte de comentários óbvios e vende sua idéia falsa qualquer no meio, Assim você convence as pessoas! Que pena, mas isso não é original, na Grécia antiga já se usava silogismos tanto que Aristóteles desenvolve a lógica para combater esse tipo de discurso.

Mas Barrett não para por aí! Ele afirma que a mente das crianças são exemplos viáveis de como a fé se manifesta precocemente na vida humana! Usando uma experiência ridícula ele constatou que aos cinco anos crianças conseguem ter uma idéia da onisciência de deus. Acho que não seria necessário comentar a besteira dessa experiência como critério afirmativo de qualquer tese a cerca de deus, mas vamos lá: Bem, sabemos muito bem que crianças não são religiosas, (Ou deveríamos saber) você não pode dizer que uma criança é católica, mas sim que seus pais o são, da mesma maneira que um pai coloca a camisa de um time de futebol na criança e “condiciona” a criança a ser torcedora dele, a religião é “implantada” nas crianças, ouvimos falar em deus antes mesmo de entender o que são palavras e me parece perfeitamente lógico que aos cinco anos uma criança consiga ter uma idéia de que deus é um ser diferente ainda mais porque “papai do céu” fica triste quando fazemos algo ruim e ele sabe quando acontece! Ele sabe tudo.

Eis que surge Richard Dawkins, biólogo evolucionista e ateu militante apenas para ser usado como referencia para descaracterizar a crença religiosa como “mero efeito de estímulos eletromagnéticos em uma parte especifica do cérebro”, Uma pena queria ver algum comentário dele a cerca do assunto, mas não teve espaço, Afinal o objetivo era mostrar de uma maneira “incompreensível”, “enigmática” a questão da fé e o cérebro humano.

Surge um novo personagem, Andrew Newberg e o que eu ele nos traz de novo? Mais estudos científicos, Newberg estudou por 15 anos as manifestações cerebrais e constatou que as priáticas religiosas acionam partes do cérebro como os lobos frontais (responsáveis pela concentração) e os parietais (Que nos dão consciência de nós mesmos e do mundo) bem, em seu novo livro How God changes the brain (“Como deus muda seu cérebro”) A turma de Newberg aborda os efeitos da fé sobre o cérebro e a vida das pessoas e estudam os efeitos em longo prazo das práticas religiosas, ele inclusive lista técnicas de meditação para crentes e ateus praticarem, Opa! Sabe por quê? Meditação não precisa ser relacionada necessariamente a religião ou mesmo ser considerada um a prática religiosa, mas isso não fica claro em nenhum momento do artigo.

Newberg entra em jogo com as explicações de que ao meditar o tais lobos frontais ficam mais ativos, (Alô! Se o treco diz respeito à concentração, eu acho que é muito obvio que se meditarmos eles ficam mais ativado porque na minha ignorância entendo que meditar exige e é prática de concentração) e o lobo pariental fica menos ativo, aquela parte que diz respeito à noção de espaço e tempo, logo teríamos uma sensação de “atemporalidade” relatadas pelos religiosos místicos etc, Mais uma coisa obvia para você ter certeza de que está cientificamente comprovada.

Mas o que eu ganho com isso? Bem, Segundo esses cientistas a pratica de meditação favorece a uma boa memória e diminuição da ansiedade até aqui tudo bem, não é de se surpreender que isso aconteça, o problema é insistência no termo de “práticas religiosas” uma vez que eles mais tem focado a meditação que não é necessariamente uma prática religiosa.
Chegamos a uma parte que eu realmente estranhei, Dois estudos canadenses (mais estudos) mostraram que um teísta tende a se dar melhor com os próprios erros do que um ateu, isso por que nas experiências (que se resumiam a perguntar quais eram as cores) constatou que as erravam, a área do cérebro chamada “córtex cingulado interior” era ativada, o fato é que os ateus tinham uma maior atividade cerebral nessa área do que os teístas o que segundo Michael Inzlicht responsável pela pesquisa: “Quanto mais forte a religiosidade e a crença das pessoas menor era a resposta dessa região ao erro”.
Agora me explica aí, anteriormente estávamos vendo que atividade cerebral aumentada de alguma maneira era boa, (Na revista tem até as fotinhas do cérebro mostrando os níveis quando as pessoas meditavam ou oravam), já nessa experiência com ateus é algo ruim? Desculpem-me tamanha ignorância, mas não entendo os critérios, para mim isso mostra que um teísta tende a ser mais “conformista” que um ateu em relação aos próprios erros, o que não é necessariamente algo bom.

A matéria segue frisando que quem pratica religião tende a ter uma saúde melhor, surge argumentos como “A religião influencia hábitos mais saudáveis” pois tornaria mais fácil para a pessoa a resistir a tentações nocivas à saúde como álcool e fumo afinal “Para pessoas que acreditam na vida após a morte, pode ser uma decisão racional postegar os prazeres de curto prazo em nome da recompensa eterna” afirma Michael McCullough que estuda a maneira como religião molda a vida das pessoas. O raciocínio tem um sentido, mas me parece que na prática ele não funciona, afinal, se 99% dos brasileiros são religiosos, as porcentagens de alcoolismo e tabagismo ou mesmo qualquer outra prática nociva deveriam ser menores, resta saber ser o 1% de ateus tem uma vida saudável, o que me parece bem provável por experiência própria.

Na coluna lateral temos uma breve entrevista com o dito cujo, Andrew Newberg diz “O cérebro dos ateus é diferente”, contudo das quatro perguntas impressas somente a ultima tinha haver com a questão, mas notei algo que me surpreendeu, Newberg parecia outra pessoa com suas próprias palavras, enquanto a Época insistia com perguntas como “Existe alguma diferença entre catolicismo e budismo?”ele respondia: “Não olhamos exatamente para as diferentes religiões, mas para as diferentes práticas. A forma como você prática religião é mais importante do que as idéias religiosas em si.”

Sobre as diferenças do cérebro ateu e o do teísta ele foi obscuro: “Encontramos algumas diferenças, e também notamos diferenças dependendo do tipo de pratica religiosa. O problema é que nunca sabemos se aquelas mudanças estão lá porque a pessoa é religiosa há muito tempo ou se ela nasceu daquela maneira e, por causa disso procurou um tipo de religião ou meditação”.

O artigo termina com outra entrevista, dessa vez com Jordan Grafman dizendo “A crença é necessária”, Mais uma vez senti uma inclinação errada da Época insistindo com termos que não são exatamente o que os cientistas falam, ela pergunta: Somos biologicamente predispostos à religião? E Grafman responde: “Eu diria que somos predispostos biologicamente a ter crenças, e a religião é uma delas, mas não a única

A ultima frase da matéria é “A crença religiosa surgiu no cérebro antes de outras crenças, segundo pesquisas”, Mas o raciocínio que levou a essa conclusão supostamente de Jordam novamente é baseado em teorias e seus estudos não afirmam isso como ele mesmo diz: “Nossa hipótese é que a crença religiosa seja a primeira forma de sistema de crenças, que surgiu antes das outras”. Então temos mais uma coisa obvia cientificamente comprovada não acha? Não me parece surpresa que na história na humanidade nossos cérebros no processo de evolução biológica tenham passado por isso, afinal é como foi dito lá no começo da matéria, os homens primitivos quando não conseguiam entender algo inventavam as forças sobrenaturais antropomórficas, essas crenças/mitos só eram derrubadas conforme o pensamento filosófico/cientifico amadurecia o que me leva a pensar: Deve ser por isso que é tão difícil para as pessoas se libertarem dos vários mitos, por que é uma coisa enraizada, pensando assim até faz sentido os estudos desses caras.

O artigo termina sem acrescentar muito as nossas vidas, por que no final não basta crer em alguma coisa, o modo como você prática religião pode ou não levá-lo a uma vida mais saudável e lembrando que, os estudos focaram mais a meditação que não é necessariamente uma prática religiosa, resta esperar novos estudos para eles descobrirem que yoga também faz bem a saúde (Sim! Eles não estudaram se o yoga tem tais efeitos).

No final da revista encontramos um texto show de bola de Ruth Aquino intitulado “O besteirol da ciência é melhor que no senado”, achei super coerente e engraçado uma vez que poucas paginas atrás constatei o que Ruth ironiza, quem puder confira.


Abraço