
Acabei de ver no cinema o filme “O livro de Eli” por um contexto até interessante, era ele ou “Chico Xavier” e eu queria ver o Chico para fazer uma postagem sobre espiritismo aqui, vai ficar para a próxima, pois embora eu e meus amigos fôssemos cativados pela ideia de um filme de ação, O livro de Eli rendeu uma série de reflexões inesperadas que tudo tem a ver com nosso blog tanto quando Chico Xavier provavelmente vai ter...
Por que?
A história:
“Num futuro pós-apocalítico, um homem solitário atravessa os EUA para proteger um livro que guarda os segredos da salvação da humanidade. (The Book of Eli) EUA, 2010. Direção: Albert e Allen Hughes. Elenco: Denzel Washington, Mila Kunis, Gary Oldman. Duração: 118 min.”
Esse é o resumo básico do filme que peguei no site do “Omelete” que faz uma crítica do filme dando 4 ovos em uma escala de 5! Por sinal vou usar a criíica deles para comentar a minha que puxa para outro lado:
A questão básica: “O livro de Eli” é a bíblia! Sim, O antigo testamento e alguma referência indireta ao segundo, na trama do filme nos é dito que esse futuro apocalíptico foi culpa dos homens com base nas escrituras sagradas... guerras em nome da fé etc .
O que é uma questão atual e bacana. A consequência disso foi que após o “Flash” destruidor, os homens saíram por aí destruído todas as bíblias daí o fato da ultima estar na mão do “inspirado” Eli (Denzel Washington) que ouvindo uma "voz dentro dele" e inicia a marcha para leva-la ao oeste em uma missão não muito clara nem para ele mesmo, mas a "fé" como o próprio personagem diz é o que dá força ...
Eis o antagonista que me foi a pegada mais bacana do filme, Carnegie (Gary Oldman), é obsecado em encontrar a bíblia, ele é como o senhor de uma cidade nos filmes de velho-oeste “westerns” , Suas motivações não são nobres, ele sabe que nesse livro há um “poder” de controlar “massas” e ele estenderia seu domínio além de sua cidadezinha, porque como ele mesmo diz, os “fracos” são facilmente domados pela poética ilusão dos escritos ...
Não sei se é o Gary Oldman sempre brilhante, mas o personagem chama atenção. Contudo, Eli sabe ou intui de sua "iluminação" interior que não é ali que deve ser entregue o livro daí nossa aventura com poucas porem belas sequências de ação sempre com ganchos para a interpretação de que ele está “protegido” , balas “estranhamente” não o acertam não porque ele é um herói de filme, a ideia é para o telespectador desenvolver tirando suas próprias conclusões...
[Para mim que sou ateu, ele limitou-se a ser um herói de filme de ação daqueles bem estranhos onde as balas nunca acabam e o mocinho é o único que acerta...]
Difícil de dizer por que o filme é ruim, pois tem vários elementos de um bom filme... Mas minha sacada é mais filosófica e principalmente ateia, veja bem, embora ele nos cative com alguma reflexão como a crítica do Omelete diz:
“Teria sido a tal guerra que devastou tudo a temida Guerra Santa? Foi por isso que todas as Bíblias foram queimadas? É apenas a fé que protege Eli, ou Algo mais? O fato de Carnegie querer usar o Velho Testamento em seu próprio benefício seria uma crítica a um recente habitante da Casa Branca, que invocava Deus para invadir países mundo afora? São estas e outras questões deixadas no ar que provocam discussões e ajudam a tornar uma obra em algo superior”
O desfecho de querer reconstruir o mundo (Espalhar “a palavra” novamente) com base nas escrituras não seria contraditório com o resultado que a humanidade encontrou?
Por Zeus!
Será que não seria mais interessante usar da Filosofia ou pensadores mais racionais e claros pra reconstruir a civilização do que um livro poético contraditório e incoerente como a bíblia? Se as pessoas não têm cabeça para entender filosofia e a “República” de Platão, por exemplo, não fosse cativante, poderia pegar ideias "espiritualistas" mais inteligentes como o budismo quem sabe?
A questão é: o filme propõe nas entrelinhas a crítica ao fanatismo religioso, mas resgata e enfatiza a visão equivocada da bíblia como “o livro do bem” , se você nos acompanha, leu a bíblia, ou algum livro descente que tenta abrir sua mente, sabe que isso é uma caricatura e uma ideia bem hipócrita... Se o mundo pudesse começar do zero, a bíblia seria um dos menos indicados livros para ajudar a guiar a humanidade em um caminho melhor...
[Se você pegou o bonde andando aqui, e não entende minha afirmação, de uma olhada nas postagens anteriores, ou melhor... leia a bíblia... Mas leia de verdade, não só as partes “pops” e “bonitinhas” ]
Fora isso, gostei...
Abraço
PS: Eli é o Zatoichi do futuro! Pqp!






