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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Freud explica...



Tirinha do site: Um sábado qualquer




Em “Gaia ciência”, Nietzsche apresenta deus como “A nossa mais longa mentira”, hoje eu concluo que a maioria das pessoas finge que acreditam a tanto tempo que se acostumaram com a mentira.

[O que me lembra que os mais fanáticos crêem de verdade, ao ponto que são capazes de anular qualquer razão em nome da fé o que costuma ser bem explosivo].

Os que fingem ter fé fazem grande parte da porcentagem dos teístas, são os crentes por conveniência... O “desconfiometro” é algo que não está em falta, está quebrado nas pessoas.
Talvez seja instintivamente causada pela noção de bilhões de seres humanos, a pessoa se vê como um grão de área, um nada e começa a criar problemas ou buscar algo que a faça se sentir destacada, ou melhor, importante;

Quando digo “criar problemas” me refiro ao dom que muitos tem de transformar suas vidas em novela, criando “tramas’, a cretinice consiste em por exemplo: Achar que o vizinho ou tal parente lhe quer mal, que fez ou deixou de fazer algo para lhe prejudicar, mas deus está do lado “seu lado” e eles vão pagar... Como se deus fosse aliado apenas de ti, porque és o correto e justo (O protagonista da novela!).
[E na maioria das vezes o “alvo” também está pensado a mesma coisa do outro ou simplesmente nem pensa na pessoa o que não seria de se surpreender]

Em pessoas mentalmente saudáveis a crença em deus pode resolver esse problema existencial (De se sentir um grão de área), pois compreendem a natureza da fé e o modo como se relacionam com deus não se assemelha ao vicio com drogas como costuma acontecer com a maioria das pessoas que se dizem religiosas, como meu exemplo de paranóia de gente fútil que acredita que os outros não tem mais nada do que fazer além de pensar nelas.
[Engraçado que todos os exemplos reais que conheço de gente assim, a pessoa mal tem onde cair morto e acha que estão lhe invejando...]

A ignorância ou patologia mental vai além desses jogos dramáticos das relações humanas, cai no desespero da falta de razão, Veja esses programas de “pessoas de fé”, onde todo mundo sai curado, sobe lá uma vovô com dores na coluna (o que é normal) e todo mundo reza e “deus cura” a dona, bem, temos estatisticamente falando, alguma pessoa sendo morta ou estuprada por um maníaco em algum lugar do mundo nesse exato momento e deus não está lá porque teve que cuidar da dor de barriga da tia ali... Vocês estão me entendo?

Por Zeus!

O mundo não gira em torno do umbigo de ninguém, mas parece que isso não é algo fácil de entender, afinal é muito confortante achar que tem um deus preocupado com você mesmo tendo seis bilhões de pessoas no mundo, os seus problemas são importantes para ele, essa dor de cabeça “misteriosa”, essa dor na perna, a falta de emprego... E aquela criança esquelética, com traços humanos que está morrendo de fome em algum canto da África? Esses cultos estão ocupando deus demais para que ele possa olhar por elas...
[Talvez fosse mais prático para deus fazer o SUS funcionar melhor...]

Em resumo, estamos falando de gente que não encara a realidade e vive em mundo de sonhos, são crianças no sentido ofensivo da expressão, Niezsche de certa maneira está envolvido com a gênese da psicologia, (não porque ficou louco) mas porque já analisava a cultura em um sentido bem psicológico, Ele percebia essa hipocrisia generalizada, algo que realmente é nauseante, sim também me da náusea...

Achei hilário quando li que Michel Onfray considera a religião como uma patologia, o que na verdade nem é tão original, porque Freud já nos explicou isso, embora muito da teoria freudiana já tenha sido revisada algo permanece apenas questionável individualmente, a questão de deus, Para ele que é considerando por muitos como o pai da psicologia a religião é uma “neurose do tipo infantil”, deus é uma amplificação de um “pai”, porque as pessoas não conseguem “encarar” o mundo em sua forma real... Daí a frase:

“O homem não pode continuar sempre criança; deve por fim aventurar-se na vida hostil”

Ou ...

“A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e sofrimento da existência humana.”
(Sigmund Freud)

Consequentemente, a definição de ateísmo é a maioridade do homem, e com base nos exemplos de pessoas que encontro/vejo frequentemente, isso faz um sentido absurdo...

Aff, hoje não estou muito bem...

Abraço


PS: Culpar uma “entidade” pelo mal do mundo tirando a responsabilidade dos nossos atos nunca me pareceu muito inteligente, sempre me pareceu algo bem infantil e engraçado como a tirinha que enfeita nossa postagem de hoje...

PS 2: Veja a entrevista com Ana-Maria Rizzuto sobre seu livro "Por que Freud rejeitou deus?", Bem eu deveria fazer uma postagem sobre isso ... achar que crer em deus é o natural e tentar explicar como algumas pessoas "insistem" em não acreditar...aff

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"O livro de Eli"




Acabei de ver no cinema o filme “O livro de Eli” por um contexto até interessante, era ele ou “Chico Xavier” e eu queria ver o Chico para fazer uma postagem sobre espiritismo aqui, vai ficar para a próxima, pois embora eu e meus amigos fôssemos cativados pela ideia de um filme de ação, O livro de Eli rendeu uma série de reflexões inesperadas que tudo tem a ver com nosso blog tanto quando Chico Xavier provavelmente vai ter...


Por que?


A história:


“Num futuro pós-apocalítico, um homem solitário atravessa os EUA para proteger um livro que guarda os segredos da salvação da humanidade.
(The Book of Eli) EUA, 2010. Direção: Albert e Allen Hughes. Elenco: Denzel Washington, Mila Kunis, Gary Oldman. Duração: 118 min.”


Esse é o resumo básico do filme que peguei no site do “
Omelete” que faz uma crítica do filme dando 4 ovos em uma escala de 5! Por sinal vou usar a criíica deles para comentar a minha que puxa para outro lado:

A questão básica: “O livro de Eli” é a bíblia! Sim, O antigo testamento e alguma referência indireta ao segundo, na trama do filme nos é dito que esse futuro apocalíptico foi culpa dos homens com base nas escrituras sagradas... guerras em nome da fé etc .

O que é uma questão atual e bacana.
A consequência disso foi que após o “Flash” destruidor, os homens saíram por aí destruído todas as bíblias daí o fato da ultima estar na mão do “inspiradoEli (Denzel Washington) que ouvindo uma "voz dentro dele" e inicia a marcha para leva-la ao oeste em uma missão não muito clara nem para ele mesmo, mas a "fé" como o próprio personagem diz é o que dá força ...

Eis o antagonista que me foi a pegada mais bacana do filme, Carnegie (Gary Oldman), é obsecado em encontrar a bíblia, ele é como o senhor de uma cidade nos filmes de velho-oeste “westerns” , Suas motivações não são nobres, ele sabe que nesse livro há um “poder” de controlar “massas” e ele estenderia seu domínio além de sua cidadezinha, porque como ele mesmo diz, os “fracos” são facilmente domados pela poética ilusão dos escritos ...

Não sei se é o Gary Oldman sempre brilhante, mas o personagem chama atenção.
Contudo, Eli sabe ou intui de sua "iluminação" interior que não é ali que deve ser entregue o livro daí nossa aventura com poucas porem belas sequências de ação sempre com ganchos para a interpretação de que ele está “protegido” , balas “estranhamente” não o acertam não porque ele é um herói de filme, a ideia é para o telespectador desenvolver tirando suas próprias conclusões...
[Para mim que sou ateu, ele limitou-se a ser um herói de filme de ação daqueles bem estranhos onde as balas nunca acabam e o mocinho é o único que acerta...]

Difícil de dizer por que o filme é ruim, pois tem vários elementos de um bom filme... Mas minha sacada é mais filosófica e principalmente ateia, veja bem, embora ele nos cative com alguma reflexão como a crítica do Omelete diz:

“Teria sido a tal guerra que devastou tudo a temida Guerra Santa? Foi por isso que todas as Bíblias foram queimadas? É apenas a fé que protege Eli, ou Algo mais? O fato de Carnegie querer usar o Velho Testamento em seu próprio benefício seria uma crítica a um recente habitante da Casa Branca, que invocava Deus para invadir países mundo afora? São estas e outras questões deixadas no ar que provocam discussões e ajudam a tornar uma obra em algo superior”


O desfecho de querer reconstruir o mundo (Espalhar “a palavra” novamente) com base nas escrituras não seria contraditório com o resultado que a humanidade encontrou?

Por Zeus!

Será que não seria mais interessante usar da Filosofia ou pensadores mais racionais e claros pra reconstruir a civilização do que um livro poético contraditório e incoerente como a bíblia?
Se as pessoas não têm cabeça para entender filosofia e a “República” de Platão, por exemplo, não fosse cativante, poderia pegar ideias "espiritualistas" mais inteligentes como o budismo quem sabe?

A questão é: o filme propõe nas entrelinhas a crítica ao fanatismo religioso, mas resgata e enfatiza a visão equivocada da bíblia como “o livro do bem” , se você nos acompanha, leu a bíblia, ou algum livro descente que tenta abrir sua mente, sabe que isso é uma caricatura e uma ideia bem hipócrita... Se o mundo pudesse começar do zero, a bíblia seria um dos menos indicados livros para ajudar a guiar a humanidade em um caminho melhor...


[Se você pegou o bonde andando aqui, e não entende minha afirmação, de uma olhada nas postagens anteriores, ou melhor... leia a bíblia... Mas leia de verdade, não só as partes “pops” e “bonitinhas” ]

Fora isso, gostei...
Abraço


PS: Eli é o Zatoichi do futuro! Pqp!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Brincando de deus!




Não sei quanto a vocês, mas as noticias sobre as experiências em laboratório que simulariam o Bing Bang me foram chocantes!

Quando vi essa temática no filme “Anjos e Demônios” já tinha ficado eufórico e sai pesquisando sobre o tema, acabou que comecei a ler o livro “A Dança do universo” do Marcelo Gleiser, pois a questão do “cosmos” sempre me encantou, principalmente com a série do mestre Carl Sagan que passa até hoje na TV Escola.

Evidentemente, não podemos agradar gregos e troianos, Embora cientistas de mais de cinquenta países (incluindo o Brasil!) tenham se dedicado a mais de 15 anos nesse projeto para desvendar os mistérios do Universo, teve gente que não vê nada de grandioso nisso, apenas são capazes de levantar críticas como a clássica frase cretina:

Estão brincando de deus!

Ora... Nem sei por onde começar essa reflexão...

Se a questão é o temor que uma experiência dessas explodisse nosso planeta, os cientistas já resolveram e provaram que tais fenômenos acontecem frequentemente no universo sem destruí-lo, mas acho que isso é apenas uma desculpa para um pano de fundo muito maior... O simples fato de que não nos contentamos em saber que um deus criou esse universo, fez homem do barro no jardim fantástico com serpentes falantes... Que um par de cada espécie de animal sobreviveu ao pecado da ira divina em forma de dilúvio em uma arca fantástica etc, bate de frente com a crença religiosa.
[Ou acrescente aqui a historinha “fantástica” do seu livrinho sagrado]

Não é de hoje que movimentos religiosos tendem a boicotar aspirações cientificas reveladoras da verdade. Quando Nicolau Copérnico falou que a terra que girava em torno do Sol, a igreja levou um “cutucão”, mas a “pancada” mesmo veio quando Galileu Galilei começou a defender essas ideias.

Por quê?

Bem, se você não sabe, não leu, Em uma passagem bíblica Josué “para o sol de girar em torno da terra” ...ops!
[Pesquise na net sobre isso, você vai encontrar um monte de teorias religiosas para disfaçar ou reinterpretar a questão (Inclusive uma do PC da NASA e uma teoria da cospiração dos "malvados ateus" escondendo a veradade) Mas prefiro que você mesmo leia e tire suas conclusões]


Quem é esse homem que contradiz as sagradas escrituras com essa filosofia herética absurda de que a terra que gira em torno do SOL?

Foi o que “os cães de guarda da fé” disseram, e sem ler os escritos de Galileu o condenaram, Galileu não podia mais tocar nesse assunto porque não queria o mesmo destino de Giordano Bruno.
[A diferença entre eles: Bruno e Galileu, era que o primeiro tinha um a visão mais “filosófica” da coisa (O que necessariamente não implica que foi queimado por defender a ideia copernicana), enquanto Galileu já estava fazendo ciência, evidencias empíricas, mas isso não significava nada, ele queimaria na fogueira de qualquer jeito]

Quando um novo papa assumiu, (Urbano 8°) Galileu viu a chance de voltar com seus estudos oficialmente, afinal, ele era amigo do novo papa. Urbano 8° aconselha Galileu a escrever um livro não defendendo suas ideias, mas abordando as “teorias” sem assumir uma posição, e assim o fez em “Dialogo sobre os dois maiores saberes do mundo”, Galileu faz um dialogo entre um individuo que defenderia as ideias aristotélicas e um as Nicolau Copérnico, um terceiro personagem servia como árbitro dessa historia...

Mas... Para variar, a hipocrisia religiosa entrou em ação, convenceram o tal papa de que o personagem que defendia as idéias aristotélicas era uma caricatura dele, e que com isso Galileu estava ridicularizando-o publicamente...

O desfecho você sabe, a inquisição pegou Galileu e o fez escolher entre retratação com prisão perpétua ou morte na fogueira... Ele optou por não ser um mártir, mas continuar vivo e em segredo suas pesquisas, e se retratou, negando sua pesquisa de anos...

Galileu morreu em 1642 deixando um ultimo livro “Discurso sobre duas novas ciências” e um ano depois em 1643 nasce quem? Tio Newton!

Por Zeus!
É como diz o revolucionário Che:

“Vocês podem deter uma ou duas flores, mas não podem segurar a primavera”
(Ou algo assim rs)

A "Ética" e seus subgrupos (Bioetica etc) existem para combater abusos no poder do homem ou propriamente dito: "Poder" que a ciência pode gerar, contudo ela é uma revisão racional e não pode recorrer a questões religiosas para se fazer valer, sabe por quê?

Porque tem muita religião, muitos deuses, muitas regras que variam de cultura para cultura, baseadas em questões de pura fé sem sentido... É o como o Barac Obama disse em um discurso que já postamos por aqui:

...Que a democracia exige que aqueles motivados pela religião traduzam suas preocupações em valores universais, ao invés de específicos de uma religião,
O que eu quero dizer com isso?
Ela quer que as propostas delas estejam sujeitas a discussão e sejam influenciadas pela razão.
Eu posso ser contrario ao aborto por razões religiosas, para tomar um exemplo, mas se eu pretendo aprovar uma lei proibindo a pratica, Eu não posso simplesmente recorrer ao ensinamentos de minha igreja ou invocar a vontade divina;
Eu tenho que explicar porque o aborto viola algum principio que é acessível a pessoas de todas as fés, incluindo aqueles sem fé alguma...


Abraço;
Eu estou torcendo pelos nossos cientistas ...

(Espero que não venham a explodir o nosso mundo, eu ainda gosto dele rs)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Toda religião ostenta ser a verdade absoluta

Como eu me perco facilmente em pensamentos, obviamente esse blog é tão caótico quanto minha mente, Há postagens anteriores em que iniciou uma sequência sobre “provas da existência de deus”, mas acabo seguindo outros assuntos afinal esse blog segue eventos da minha vida e as questões da atualidade e inevitavelmente me desviei do assunto. [Ora! Como ficar indiferente com políticos que contratam espíritas para garantir um bom clima para festas? Ou padres que dão sermão de sinais divinos em meio a tragédias como as do Haiti?] Mas ignorando a proposta da seqüência e recapitulando a primeira postagem em que eu promovia reflexões avulsas e não lineares, sigo o assunto, mas já lembrando que se sabe lá qual vai ser o próximo... Um dos argumentos mais fortes/influentes da existência de deus são as tais escrituras sagradas, A bíblia em si renderia muitas postagens para discutir seus vários pontos enigmáticos, mas como não a considero um argumento com qualquer nível de validade (O que é irônico por que é a principal motivação da fé no mundo) vou me limitar em alguns aspectos bem pessoais e a medida em que algum assunto apareça eu retomo a ela como material de reflexão: “Bíblia” vem do grego (Para variar) e significa “Livros”, sabemos ou deveríamos saber que ela em si é uma coletânea de uma serie de livros com características bem peculiares, mas que basicamente se divide em dois principais grupos: O antigo testamento que não se tem uma idéia certa de quando foram redigidos (Algo em torno de 1.300 a.C e 100ª.C) mas como acontecia com várias culturas, sua génese veio de tradição oral e o Novo testamento foi escrito muito depois da morte de cristo. [Antiguidade por antiguidade, por que a Teogonia não é o livro sagrado do mundo? Bem, se você entender isso vai entender porque não acredito na bíblia ... Oh! Isso é uma frase áteia que vi em algum lugar: "No fundo somos todos ateus, só acredito em um deus a menos do que você"]. A antiguidade dos textos é tão remota que sua veracidade é completamente questionável, por se tratar de um numero significante de livros avulsos sempre houve muita dificuldade em definir o que é a “verdadeira bíblia”, ou melhor, o que é válido e o que não é válido como “escrituras sagradas”, Para se ter uma idéias, as cartas de Paulo são discutidas até hoje, textos em grego e não em hebraico também foram alvo de muita critica. Há uma discrepância gigantesca entre o antigo e o novo testamento, tanto que uma das principais críticas à sua questão é “conciliar” o antigo com o novo (Tanto que judeus simplesmente ignoram o novo testamento como outras tradições mais antigas e muitas outras crenças abraçam apenas a proposta de Jesus por ela ser bem mais “bonitinha” do que a do amedrontador Javé), um exemplo básico: No novo testamento, Jesus impede que Madalena seja apedrejada, contudo aqueles homens estavam apenas seguindo os mandamentos de Javé presentes no antigo testamento. Há quem busque explicar esses eventos “criando” interpretações bem estranhas que no fundo não tem sentido nenhum, como comentados em postagens anteriores, nossa inclinação para o oculto nos leva a querer encontrar sentido nessas coisas, por isso que a astrologia é uma mania do povo... Quando os Pergaminhos do mar morto foram encontrados, a galera crente adorou! Os textos eram muito antigos e pela leitura deles percebeu-se que pouca coisa mudou em relação aos textos bíblicos que chegaram até nós, legal, mas tinha uns textos diferentes que balançavam a tradição da crença, a solução? Simples! “Vamos ficar com esses textos aqui que ajudam a justificar e demonstram a Antigüidade das escrituras, mas esses outros aí a gente finge que não existe...” E mais uma vez tampando o sol com a peneira! Mas é assim que as coisas funcionam em relação à interpretação da Bíblia. Bem, se você não sabe, Não existe qualquer evidencia da existência de Jesus então não é prudente considerar como “fatos” o sepultamento de Jesus muito menos a idéia de sua ressurreição. Os historiadores podem querer provar sua existência por uma questão pessoal de fé, mas há muitos outros historiadores que discordam que esse individuo tal como é descrito tenha sequer existido ou mesmo se existiu alguém parecido. Isso acontece, por exemplo, com Sócrates (470-399 a.C), tudo o que sabemos dele é por meio das obras de Platão e outro discípulo, então há quem duvide de sua existência, eu realmente acho que o que temos de Sócrates pode não ser realmente o que ele foi, mas acredito que a pessoa deve ter existido. Mas como poderia alguém ser tão famoso e influente no mundo e não existir? Bem, pergunte para o Papai Noel... Por Zeus! A narração da Bíblia é tão humana (Para contrariar a idéia de uma inspiração de um deus onisciente) que você percebe pelos fatos anti-científicos como, por exemplo, dizer que o homem veio do pó/barro (Se ele dissesse da água a gente podia até fingir que é simbólico), Surdez, cegueira e doenças mentais são causadas por demônios, que a terra não se move, que o céu é fixo como um espelho... Coisas de homens de mais de 2000 anos atrás que nem imaginavam que um dia a gente iria até a lua... [Por que eu não mostro onde isso está na bíblia? Clique aqui]. Mas tudo bem, vamos ignorar esses detalhes também, porque o importante é a mensagem do amor! Bem, dizer que a Bíblia foi importante historicamente é inegável, seria isso ou crer em Alá e francamente prefiro a hipocrisia ocidental do que a cultura não-laica do povo de lá. Contudo as noções de valores propostas na Bíblia além de serem abstratas e muitas vezes incoerentes (Pelo menos para quem não lê só quer enxergar as partes “bonitinhas”), perdem o sentido se você parar para pensar que muito antes de cristo já tinha muita gente bacana como, por exemplo, Buda! Mas para que usar algo tão espiritualistas? Vamos ficar com os filósofos antigos da Grécia, Homens que estavam à frente de seu tempo, derrubaram os mitos dos deuses e abriram as portas para a racionalidade, desenvolveram idéias sobre a questão do bem, da moral, convívio social, da ética etc. Com base na própria razão e não em um deus (Cujas características são da inexistência: inefável, inimaginável, invisível...). Essa atitude dos gregos, embora eu seja suspeito para falar ,me parece muito mais grandiosa do que falar que um “cara” com poderes supremos governa o mundo e tem uma “cartilha” de coisas que você deve fazer por ele para não se ferrar... Porque embora ele te ame, vai te detonar rs [É como se você em vez de falar com seu filho sobre sexo, se limite a dizer que é errado e “papai do céu” vai te punir] O pensamento bíblico se espalhou pelo mundo por causa do poderio romano por isso veneramos um suposto deus pregado em uma cruz e não uma vaca, uma questão puramente histórica e cultural, como dizer para o mulçumano que a crença dele não tem sentido? Ele tem as mesmas características que nós, ele tem o livrinho antigo, inspirados por um criador, com normas e leis sagradas! Por sinal Jesus não é o Messias e quem o segue vai para o inferno com ele na tradição deles e ninguém vai conseguir provar para eles o contrário, isso sim é um fato. O que me lembra: Fato, é algo que pode ser demonstrado, evidencia é algo que não existe em relação a deus, nessa questão só há interpretações e pontos de vista... O meu você já sabe; Meu amigo imaginário não cresceu... [Futuramente pretendo trabalhar a “teoria da evolução”, porque percebo que as pessoas acham que “teoria” é o mesmo que “especulação” ou “chute”, ignorância pura porque a evolução das formas de vida mais simples até nós, é um fato].

segunda-feira, 8 de março de 2010

"A única certeza que temos, é de que vamos morrer um dia..."




Normalmente, entende-se que o ateu é uma pessoa desesperada por não encontrar sentido na vida, o que já foi mais de uma vez comentado por aqui como uma tremendo julgamento erróneo, As pessoas julgam que o sentido da vida deve cair sempre na questão de deus. Quantas vezes após descobrirem que sou ateu me perguntaram:

“Então para que/por que você vive?”

Como se viver implicasse necessariamente na fé de que isso aqui é passageiro e governando pelo ser onisciente/onipotente... Para mim isso nunca fez sentido.

Tratando-se sobre a relação com a morte comecei a idealizar essa postagem com muito humor e requintando ela com sarcasmo uma questão tão séria, mas mudei o foco quando encontrei um material de trabalho para desenvolver minha reflexão:

Embora seja levado a leituras propriamente filosóficas pelo trabalho, busco ler coisas paralelas e em uma de minhas pesquisas na biblioteca de uma das escolas que leciono encontrei um livro de Carl Sagan que em inquietou, trata-se de “Bilhões e Bilhões – Reflexões sobre vida e morte na virada do milênio. Na época estava trabalhando “problemas éticos” e um dos temas era “aborto” que por sinal era material de reflexão de um dos capítulos desse livro e acabou contribuindo para o trabalho que estava desenvolvendo.

O livro me surpreendeu pelas temáticas que renderiam postagens em “Por Zeus!” uma vez que já tinha em mente fazer uma espécie de relatório de leitura, Não só de livros da vertente ateia como também esses religiosos ou de alto ajuda (Sim, eu ia ler um desses só para termos algo para rir quando minha criatividade critica ateia se esgotasse).

Não cheguei a ler o livro inteiro, fiquei saltando de capitulo em capitulo mais por interesse por temas não seguindo uma leitura linear. Quando cheguei no ultimo capitulo chamado “No vale das Sombras” que tinha como subtítulo a frase:

“Será isso verdade ou mera fantasia vã?”
Euripides, Íon (Cerca de 410 a.c)


O capitulo apresenta a postura de Sagan diante da morte:

“Já encarei a morte seis vezes. E seis vezes a morte desviou seu olhar e me deixou passar. É claro que vai acabar me levando - como faz com todos nós. É só uma questão de quando e como”.

(...)

“Gostaria de acreditar que, ao morrer, vou viver novamente, que a parte de mim que pensa, sente e recorda vai continuar. Mas, por mais que deseje acreditar nisso, e apesar das antigas tradições culturais difundidas em todo o mundo que afirma haver vida após a morte, não sei de nada que me sugira que essa afirmação não passa de wishful thinking.”

A fuga intelectual promovida pela religião ou simplesmente para alguns teístas alienados é atacar o movimento ateu com fofocas sem qualquer embasamento, dentre eles de que no fim da vida alguns ditos ateus se convertem, por sinal, eu não conheço um caso sequer, ou que diante do perigo o ateu vai se voltar a deus como todos. O que afirmo por experiência própria ser somente mais um argumento infantil.

As pessoas se dizem profundamente religiosas, dizem acreditar no tal mundo mágico pós vida.
[Muitos cristãos ignoram a ideia de ressurreição da carne a acreditam que existe o tal céu, mas já falamos que o povo não lê bíblia...]

Mas na “hora H”, demonstram seu profundo desespero e incompreensão dos próprios sentimentos relacionados à morte, normalmente espíritas tendem a ser mais tranquilos talvez por manterem um sentimento de não perda afinal vão manter “contato” com seus entes queridos rs.

Ou seja, a religião normalmente nós propõe o sentido da vida, nós diz de onde nós viemos quem nós somos e para onde vamos, mas na pratica a crendice puramente comodista não surte efeito para acalmar as pessoas como deveria.
[É claro que sempre há exceções, mas se tratando dessa questão onde a maioria diz crer ou ter fé, deveria ser algo bem mais comum]

Para mim essa enganação proposta é tão infantil que me doe, será que isso não seria apenas um dos fatores que mantivessem a fé existente? Tipo, simplesmente saber encarar a morte, mas no fundo as pessoas levam isso tão a serio quanto ou seja, não acreditam...

Então vamos ver o que mais Sagan pode dizer sobre isso:

“Se houvesse vida após a morte, eu poderia, não importar quando morresse, satisfaz a maioria dessas profundas curiosidades e desejos. Mas se a morte nada mais é do que um interminável sono sem sonhos, essa é uma esperança perdida. Talvez essa perspectiva tenha me dado uma pequena motivação extra para continuar vivo”.

É o que já vimos por aqui, enquanto entende-se que ser ateu faz vida perder o sentido, na verdade tem o efeito contrário, a vida ganha mais força e sentido.

Mas seria apenas uma questão de conforto para o enfermo? Particularmente não vejo que mentira seja algo bom mesmo com todo esse papo de “boas intenções”, talvez seja por isso que relações humanas sejam tão complicadas perto de mim, muitos tem uma tendência de viver na mentira e ilusão algo que abomino e acabo ferindo pessoas que gosto...

[Acho tão horrível esses “ritus” cristãos de velar os mortos, é algo que tende a deixar a situação mais triste e negativa... por sinal, acho que cremar deveria ser gratuito e difundido e quem quer ter o luxo/frescura de ter um tumulo para sim pagaria caro, mas o que acontece é o contrario “Cremar é coisa de rico”...]

Chegando ao fim de minha analise desse capitulo do livro de Sagan acrescento uma reflexão que achei ótima:

“Cinco mil pessoas oraram por mim numa cerimônia pascal na catedral de St.John the Divine, na cidade de Nova York, a maior igreja da cristandade. Um sacerdote hindu relatou uma grande vigília de orações realizadas para mim n s margens do Ganges. O imã da América do Norte me falou de suas orações para minha recuperação. Muitos cristão e judeus me escreveram para me falar de suas preces. Embora eu não ache que , se há um deus, o seu plano para mim será alterado por orações, sou mais grato do que posso dizer com palavras àqueles – inclusive a tantos que jamais conheci – que torceram por mim durante a minha enfermidade” .

Sagan foi/ é mundialmente reconhecido pelo seu trabalho,no décimo aniversário do falecimento dele, esta nota foi publicada em seu site oficial por Ann Druyan:

“É provável que, se você veio aqui para se juntar a mim em um ato de recordação neste décimo aniversário da morte de Carl, você já conheça bem as numerosas realizações científicas e culturais do homem. É provável que você saiba que ele desempenhou um papel principal na exploração de nosso sistema solar, que ele acrescentou algo a nosso conhecimento das atmosferas de Vênus, Marte e Terra, que ele abriu caminho a novos ramos de investigação científica, que ele atraiu mais pessoas ao empreendimento científico que talvez qualquer outro ser humano e que ele era um cidadão consciencioso tanto da Terra como do cosmo. Talvez você seja um de muitos que foi levemente empurrado a uma trajetória de vida diferente pela atração gravitacional de algo que ele disse ou escreveu ou sonhou. Em minha estimativa parcial, ele era uma figura histórica mundial que nos incentivou a deixar a espiritualidade geocêntrica, narcisista, “sobrenatural” de nossa infância e abraçar a vastidão — amadurecer ao tomar as revelações da revolução científica moderna de coração”.

No epílogo desse livro que abordamos, Ann Druyan diz que diante da morte de Carl um grande número de pessoas se manifestou e que isso segundo ela:

“Esses pensamentos permitem que eu sinta, sem recorrer ao sobrenatural que Carl vive.”

Acho que me perdi em pensamentos...
Abraço




PS: Cremar é visto como ato de heresia (Hábito de povos pagãos da antiguidade) pois vai contra a ideia de ressureição do corpo ...

terça-feira, 2 de março de 2010

Todo filósofo é ateu!




Não, nem todo filósofo, professor ou estudante de filosofia é ateu...


[Algo até óbvio se você parar para pensar que muitos padres fazem filosofia antes de vestir suas batinas ou mesmo que na história da filosofia são poucos os filósofos oficialmente ateus]

Quando entrei na faculdade eu me considerava um cético (duvidava) enquanto um grande amigo se dizia mais agnóstico (Em cima do muro), no decorrer do curso adotamos posturas radicais, ele resgatou sua “fé”, eu por outro lado abracei o ateísmo...
Eu não sei se poderia dizer que a filosofia me levou ao ateísmo, ele já existia em mim como que por instinto, mas acredito que a reflexão tende a corroer e não a sustentar a fé religiosa com seus dogmas típicos.
[Mas, podemos falar em um "deus racional", bem filosófico, mas isso eu deixo para uma próxima postagem]

Acho que o que me puxou de vez foi o convite de Richard Dawkins convocando os ateus a se revelarem, foi uma mensagem envolvente, Afinal, ser ateu em um mundo onde mais de 90% do povo crê em algum tipo de deus, você ser ateu é uma postura naturalmente conflitante.
[Já disse anteriormente que a intolerância religiosa é mais pesada para os ateus do que para os teístas entre si, pelo simples motivo de que não importa qual religião você siga, quando debate com outra pessoa o conflito se limita a “interpretações”, agora eu dizer que não acredito e que não vejo sentido em um deus é como se você estivesse chamando aquele que crê de idiota, ele entende isso e muitas vezes não vamos ter uma dialogo saudável].

É como s e você estivesse no cenário do “Exterminador do futuro – A Salvação” e ouvisse no rádio a chamada de John Connor: Se você está ouvindo isso, você é a Resistência!

Então saber que “não estamos sozinhos” ideologicamente falando é ótimo! Principalmente com aquele papo de que isso é uma “fase”, aí você encontra esses “vovôs” como Dawkins defendendo o ateísmo e pessoas grandiosas como Carl Sagan e o inteligentíssimo Sam Harris assumindo com orgulho, Povo que enfrenta as supertições e combate a ignorância para um amadurecimento da humanidade...


é... é... “divino!”
(Para ser irónico rs )

[Afinal o ateísmo é visto como imaturidade por muitos, como uma espécie de “rebeldia sem causa”, e hoje nós vemos que não é tão simples assim, há uma causa...]

Eu me sentia estranho e desconfortável com demonstrações fervorosas de fé, eu dizia para mim mesmo: “Será que eu estou cego?”. Hoje vejo que não tem nada de errado em “não crer em deus”, culturalmente falando é o que se tenta passar e impregnar na mente das pessoas, mas não tem nada de errado, não há sentido algum em ter vergonha de ser ateu porque definitivamente, não somos “nós” que estamos delirando...

PS: Quer uma lista de Filósofos ateus? Bem, veja ateus famosos.
(Vai se surpreender, a lista é grande mas insignificante diante da contra parte)

PS 2 : A imagem de exibição O "A escarlate" simbolo da Out Campaign , movimento ateista.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

“Todo ateu deveria ler a Bíblia, todo mundo devia”



Todos nós recebemos as visitas das testemunhas de Jeová, sempre pedindo um minutinho de nosso tempo para falar que deus se importa com agente etc.
Em uma época mais revoltada eu adorava “trocar idéia” com eles, era divertido indagá-los e deixá-los sem graça ao ponto deles irem embora com sorrisos falsos, mas com olhares explícitos de rancor...

Cresci e parei de fazer essas palhaçadas, e por anos me limitem a dizer “ah não obrigado, tenha um bom dia” até um evento recente em que havia acabado de acordar (Mal humorado) com as batidas na janela da sala, eram eles, sempre muito educados.

Estavam em dupla como a bíblia diz que deve ser a pregação ambulante, um homem mais velho e um rapaz bem jovem (filho ou aspirante), o homem veio com o mesmo papo de sempre, mas antes que eu pudesse responder algo ele me cortou e apresentou uma cartilha sobre “todo o sofrimento acabara em breve”. Quando ele deu uma brecha para eu falar soltei quase que sem pensar:
“Você realmente acredita nisso cara?”

Ele ficou longos segundos olhando para minha cara muito surpreso, até que se armou e disse que “claro que sim, a palavra de deus é a verdade e você a encontra ao alcance de suas mãos através da bíblia”.

Seguindo de algumas comparações da violência do mundo atual e citando algumas partes da bíblica de cor ele tentou me mostrar que a bíblia prevê tudo o que acontece hoje em dia e que mostra o que vai acontecer depois disso e que a solução é deus.
[Eles ignoram que há violência desde que o mundo é mundo, a bíblia não prevê nada, só mostra que o homem faz mau uso da razão a milénios]
Após trocarmos algumas figurinhas com direito a citações bíblias da minha parte também, ele agradeceu a minha atenção e quase partiu levando o folheto senão fosse eu intervir e pedir:

“Não não! Pode deixar eu faço questão de ler...”

Certamente ele deve ter se surpreendido com o conhecimento bíblico de um descrente, fico apreensivo quando aparece algum ateu que não leu a bíblia, Acho importante para alguém se dizer legitimamente ateu pesquisar e analisar as propostas dos teístas, isso faz com que ele seja consciente e não “ateu/atoa”.

Mas o que leva a postagem de “Por Zeus!” Hoje? Relatar como fui mal criado com pessoas que tinha boas intenções comigo? Não... Gosto das testemunhas de Jeová, eles tem a leitura mais fiel da bíblia de todas essas vertentes cristãs.
Quero comentar o fato (Que por sinal fui indagado) de que costumo falar da bíblia, mas não mostrar onde está aquele pensamento estranho...
De fato, eu não faço isso...

Então, por que eu não coloco o local exato das passagens bíblicas idiotas que a maioria dos ditos seguidores da bíblia desconhece?

Simples, porque isso é tática de quem quer convencer as pessoas de forma não reflexiva. Pastores, padres, essas cartilhas dos Jeová, todos eles fazem essa manipulação de informação para manter o “marketing” de deus através do livro “sagrado”, a receita é simples: Quero te mostrar que deus é bom e pode te livrar dos sofrimentos? Então vou lá na bíblia procuro a parte bonitinha e lasco uma :

“[deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor” – [Apocalipce] 21:4

Quando um teísta te propõe um argumento bíblico, mostrar onde está leva a uma aceitação maior da "sabedoria" do individuo (Poxa! Ele sabe onde ficam as coisas nesse livro imenso!) Contudo, Isso não demonstra qualquer entendimento do que ele está propondo, que é: As escrituras como verdade absoluta.

Eu poderia seguir a mesma receita de bolo de maneira antagónica, tipo colocar que besteira é essa de DEUS MANDAR MATAR qualquer um que trabalhe no sábado? e lascar a referencia em seguida que é Êxodo 35:2, ou falar da estupidez de deus quando propõe a MORTE AOS HOMOSSEXUAIS em Levídicos 20:13 ,mas me limito a dizer que está lá em “Levidicos” para que o leitor tenha o trabalho de procurar e ver que tem muita coisa ridícula e não somente aquilo que eu estou apontando, eu diferente desse povo que quer te convencer da “beleza das palavras” de deus mostrando as partes bonitinhas do tal deus amoroso ou da salvação e fim da dor, sendo que do lado tem algum mandamento idiota ou repugnante mas que você não vai ler porque vai confiar na boa intenção daquele que está te mostrando a palavra de deus...eu quero que você leia! E perceba que tem algo muito errado...

Propomos reflexão, espero que com um mínimo de pensamento crítico se possa perceber o quanto sem sentido são as proposta bíblicas sem embasamento algum a não ser a ignorância daqueles que a escreveram, sim! Porque se existe um deus onisciente com certeza ele não inspirou ninguém a escrever tanta besteira junta.
[... a menos que ele seja muito sádico e nós sejamos a fazendo de formigas mais divertida que ele tenha].

Tantas besteiras anti cientificas só demonstram que quem escreveu só poderia ser os homens de 2000 anos atrás, homens que suporam a idade do mundo em 6000 anos, que inventaram o papo do primeiro homem ter nascido do barro e a mulher de sua costela e que esse casal primordial foram convencidos por uma serpente que falava, á comer um fruto proibido e posteriormente serem condenados por um deus que depois se fez homem por meio de um corpo nascido de uma mulher virgem para morrer por nós e livrar-nos de um pecado imposto por ele próprio aos quais os descendentes pagavam pelos erros de seus antecedentes do jardim fantástico, mas não tinham nada haver com isso!
Compare isso a qualquer Mito da Antiguidade, Zeus , Odin , etc é a mesma coisa! A diferença que essas crenças caíram quando a humanidade começava a aprimorar seus conhecimentos, surgimento da filosofia ou simplesmente passaram usar um pouco mais da “razão”.
[Talvez quando nossa sociedade deixar de ser desesperada, ignorante e hipócrita possamos chegar a esse momento de queda de mitos e recuperar nossa vocação como seres pensantes].

Pessoalmente acrescento que pior do que crer em deus (Que às vezes pode partir de algum raciocínio estranho, mas ainda sim um raciocínio) é acreditar na bíblia, que por sinal é provavelmente a maior referencia para a religiosidade do mundo. Eu me indago frequentemente, porque as pessoas insistem em acreditar em algo tão sem sentido?

Simples, Comodismo cultural! Elas são capazes de inventar respostas estranhas e provisórias quando encontram algo “confuso” nas escrituras e desistem de pensar naquilo porque as incomoda...

Por que diabos nós estamos folgando no domingo se deus mandou ser no sábado e por sinal manda matar que desacata seu mandamento?

Porque agora meu amigo, a merda já está feita então vamos fingir que não entendemos muito bem, que a interpretação é subjetiva e simbolista , assim pudemos disfarçar nossa ignorância para justificar na hora do acerto de contas com “ele” ...

Só que pelo que conheço dele, se for aquilo que está escrito mesmo, Nós estamos fudidos de qualquer jeito...

PS: A imagem de hoje foi retirada do blog "Olhe isto" que encontrei recentemente, onde a postagem mostra mais algumas das besteiras biblicas e se você faz questão, vem com a referencia para você conferir, vale a pena dar uma olhada na soutras postagens ...